sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

people are strange (parte dois)







eu até percebo quem não goste do azul, eu até compreendo quem não goste de viajar, tal como respeito quem diz não gostar de chocolate.
respeito, mas não percebo quem diz não gostar de ler.
respeito quem não adira ao prazer de uma tarde de chuva passada no aconchego de uma manta.

mas jamais compreenderei quem diz não gostar de música.

não percebo.
porque toda a gente gosta de música, certo...? as preferências musicais é que variam, não é assim...?

mas eu há dias li alguém dizendo que não gostava de música e eu fiquei absorta neste pensamento, tão absorta quanto a minha incapacidade em compreende-lo ou sentir-lhe indiferença.
é tipo como tentar imaginar o que existe depois da morte, ou o que há para além do cosmos.
é o vácuo, a impossibilidade, a indagação sem resposta possível, é a indignação.
eu acho que alguém que vive sem se fazer acompanhar por uma banda sonora, seja ela qual for, é tão absorto e desprovido de cor, tal como a sua própria falta de gosto por música.

sorry, mas este espaço é meu e eu digo o que penso.

e ultimamente tenho apanhado overdoses de música : Smashing Pumpkins, Audioslave, Pearl Jam, Peter Murphy, David Bowie, Radiohead, Jacques Brel and so on.



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