sábado, 21 de dezembro de 2013

o que resta



Confesso que nesta última semana não me lembrei do natal,a não ser pelas luzes e pela parafernália circundante de todo um espírito que forçosamente se impõe e que como tal,serviram para criar lembretes na minha consciência.
Confesso também que, esta foi uma das semanas mais pesadas que já tive. Foram dores de outros, dores alheias,dores imensas e indecifráveis de quem perde tudo e que eu,pela proximidade e afecto, as senti quase como minhas.
São estas experiências de vida, que traduzem simultaneamente, a grandeza e a fragilidade da nossa existência: a fragilidade deste limbo entre um mundo e outro; a grandeza, de valores tão gigantes,quanto o humanismo no seu estado puro, a amizade, o companheirismo, o "saber estar lá para tudo".
A Grandeza de quem tanto perdeu, mas que abarca em si toda a força do mundo para continuar, fazendo com que a maior das atrocidades pareça um poema, um poema belo e triste.

Tudo o resto,guarda-se cá dentro.
Para o resto da vida.

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