sexta-feira, 15 de julho de 2016

que raio de dias são estes ?



já lá vai o tempo,
em que os dias se faziam quase ao som de uma poesia pastoral, salvo o pânico das doenças, o horror de uma guerra, o fanatismo antissemita de um louco nazi.
o problema não é o louco- maestro que rege a orquestra. O problema é a quantidade monstruosa de súbditos assassinos, um número maldito, ávido de morte e destruição, com alvos maioritariamente escolhidos ao acaso.
já lá vai o tempo em que os dias não eram balas, e a vida, ainda assim, estava ela longe de ser uma roleta-russa.
já lá vai o tempo em que os prenúncios de morte chegavam montados em cenários tenebrosos, e toda a gente sabia para o que vinham.
hoje, os prenúncios de morte já não existem, porque a morte chega, acontece e decapita, em cenários genuínos de festejo e alegria.
já não há prenúncios, apenas a ameaça iminente de que o dia que se segue, pode muito bem ser a bala da nossa roleta .

como se já não fôssemos donos de nada.

mas os loucos, esses, continuarão a existir.


#eunãosouNice
#nemsouParis
#nemsouBruxelas
#nemsouBangladesh

#souporummundopobreemviolência

e lamento,sempre, muito, seja em que parte do mundo for.

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