quarta-feira, 22 de outubro de 2014

a maior parte das horas são estúpidas

quando me ocorre contabilizar (hipoteticamente, claro) o número de horas que: passo em filas de trânsito, em filas de supermercado, em espera numa sala com uma senha na mão ( atenta ao visor numérico, como se a persistência do meu olhar agilizasse a sequência dos números), ao telefone, a ouvir as 4 estações de Vivaldi, até que finalmente te atendam do outro lado da linha e concluas que afinal tens de falar com outra pessoa e te vejas de novo a ouvir uma outra sinfonia.............................................................................................................................e etc etc etc
penso assim:

ok. a maior parte das horas são estúpidas.

e quando assim penso, é porque sou eu, no meu pior; é porque sou eu de paciência acabada, esgotada, completamente aniquilada.
há dias, muitos deles até consecutivos, em que eu sou assim, desde as seis horas da manhã, até às horas, sejam elas quais forem, em que me deito.
e acreditem que não há pessoa a quem eu enerve mais, quando estou assim, do que eu mesma.
porque eu mesma não tolero gente constantemente queixosa, desgostosa, impaciente e intolerante.
e aí eu preciso do antídoto.
e os antídotos são como as pessoas: variam.
o meu eu sei qual é. é o meu Santo Graal. é o fim do arco íris.
mas vou lá chegar.

enquanto isso, e lembrando-me inevitavelmente das palavras do fantástico Oscar Wilde, que dizia qualquer coisa como
 adoro os pequenos prazeres: são o imediato refúgio dos problemas complexos
vou olhando à minha volta e vou tentando perceber de onde posso espremer os limões que a vida me vai dando. 




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