segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pequenas e naturais particularidades





Confesso que,apesar de me ter mudado com a maior das certezas e absolutamente destemida,há 13 anos atrás para a capital,não sou,declaradamente,um "ser citadino".
Na altura,na flor dos vinte anos,sabia que tinha imperativamente de o fazer.
Simplesmente sabia-o. Tudo o resto seria surpresa,imprevisto,um tiro no escuro.
Arrisquei o "tiro" e  felizmente o destino conduziu-me de forma sábia.
Agora,neste preciso momento,vejo claramente ao longo do meu percurso nestes anos,que as minhas certezas tinham fundamento,que tudo foi certo...mesmo aquilo que em certos momentos me parecia incerto.

Foi absolutamente drástico e essencial na minha vida,esta mudança.
Mas o que também reconheço como igualmente essencial,é o contacto com o sossego,a terra,o verde,o ar que se respira.
Vivemos cada vez mais numa era de suprema auto-sustentabilidade. Acho excelente,a ideia de se "semear aquilo que se come",porque para além de ser mais económico,acima de tudo,é sem dúvida muito mais saudável e o gozo que se tem (eu pelo menos,por mim "falo") em ir apanhar aquilo que se semeou...é ímpar!
Por isso,embora a mudança para a grande cidade tenha sido crucial,aquilo com que eu sonho mesmo,um dia mais tarde,será rodear-me desse tal sossego,desse verde,desse ar ,que uma atmosfera citadina jamais pode oferecer.
Entretanto,dou-me por satisfeita,porque embora habitando em pleno centro de uma cidade,parece que praticamente vivo no campo.
E como é boa a vida no campo!

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