sexta-feira, 6 de novembro de 2015

tenho pena

este Portugal é lindo, mas quem o vai "dominando" fá-lo mediante desígnios suspeitos, injustos e dúbios para os outros que vão "sendo dominados".
e cada dia é uma nova. Por exemplo, e trazendo à tona uma recente, temos a 'bora lá ser meiguinho para o Ricardo Salgado, tadinho, vamos perdoar-lhe milhões e atenuar-lhe a pena, já que o que ele apenas fez, foi tirar o trabalho de uma vida em poupanças, a muitos que deixaram de perceber o sentido de viver com dignidade.
Infelizmente, o bombardeio deste tipo notícias desafiadoras à manutenção de uma conduta cívica e moral, já é uma constante demorada no nosso panorama nacional.
tenho pena. Muita pena, enquanto cidadã com brio no seu país.
e o pior é que, equacionando a hipótese deste tipo de cenários sempre ter existido (talvez em número mais reduzido), mas que muito provavelmente se desenrolava de forma súbtil, qual aragem ténue , agora é tudo feito em cima da ribalta escancarada dos media, com direito a holofotes, altifalantes e amplificadores de som topo de gama.
Ora, este aparato é bom para o povo estar a par de tudo, mas é muito mau para o povo se sentir ainda mais injustiçado.

tenho pena.

pena que nos mostrem a nós, zé povinho, que se não fossemos , nem povinho, talvez nos safássemos.
acredito que haja e tenha havido muito boa gente com merecido crédito e valor reconhecido, a palmilhar o desassossego da luta pela vida, através do seu próprio trabalho, engenho e mérito.
mas caramba, não é preciso arrasar a boa vontade, o empenho, a inteligência e a capacidade de quem luta luta luta e tem a pouca sorte de o não conseguir assim, única e exclusivamente através da sua luta, do seu trabalho.
e assim é fácil atingir uma coisa chamada desespero
Acho que o Ricardo Salgado não saberá o que é isso.
que se lixe o ser-se honesto e pródigo em civismo. 
tenho uma filha, a quem tenho vindo a incutir de uma forma tão leve quanto uma criança merece, o espírito de integridade, para que se sirva disso como algo natural e espontâneo da sua pessoa, pela vida fora, porque é bom para ela e assim o será para os outros.

E depois o palco diário da vida é outro, descaracterizado.

tenho pena.



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