sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A menina dos meus olhos

Para quem me conhece bem,o momento em que anunciei que estava grávida,foi no mínimo de espanto.
Isto porque ao longo da minha vida,sempre fui muito renitente relativamente á questão de ser mãe,basicamente assustava-me a ideia de ter uma criaturazinha indefesa totalmente dependente de mim,a precisar da minha atenção constante,do meu apego,da entrega de todo o meu instinto maternal.
A questão,lá está,é que eu nunca dei por mim a ter tal instinto,logo tudo o resto relacionado com o assunto seria inviável...e não se pensava mais nisso.
Mas aquilo que muitas vezes nos esquecemos,é do quão imprevisível pode ser o futuro: quando pensamos que conduzimos o leme do barco que é a nossa vida,surge a "correnteza" do destino ou seja lá o que fôr,que nos "leva o barco" noutra direcção completamente diferente.
Foi assim que aconteceu comigo. E ainda bem. É que não consigo imaginar uma vida,esta minha vida,sem ter passado por esta sensação desmesuradamente  boa,de amar tanto este pequenino ser,que tanto de mim depende.
E o mais irónico ? "fui feita" para isto...

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