quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O que a chuva traz
Os momentos de aconchego, os dias tranquilos (as férias são agora), os pequenos almoços bons e demorados, fingir que somos da idade dela e andar pelo chão alinhando numa série de brincadeiras.
Mexer nos meus tecidos e pensar no que vou fazer com eles, dar azo à imaginação,ficar no sofá até tarde com um livro na mão e deixá-lo cair até adormecer.
E galochas,as minhas preciosas galochas.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Dos dias e das noites especiais
A chuva abriu um parêntesis e ofereceu-me um dia cheio de sol (e pouco frio também),o que nos levou até ao jardim para um almoço tranquilo; páginas soberbas de um livro que eu andava a cobiçar há algum tempo e que foi uma das minhas prendas; um jogo de Mikado ao serão,a fazer-nos lembrar tempos em que eramos sem sombra de dúvida mais jovens.
E acima de tudo,coisas boas,daquelas que se sentem e cuja máquina fotográfica não consegue reportar.
Há dias e noites assim.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Manhã de aniversário
Mas não vale a pena entrar em pormenores desse tipo,nem que não me sinto de forma alguma com trinta-e-seis anos,porque sou mesmo uma miúda (mas uma miúda que sabe muito bem o que quer e o que não quer).
Nesta manhã de aniversário,resta-me deixar aqui registado o facto de que esta minha data de 30 de Outubro ter sido sempre um dia feliz para mim e para os que me estão próximos: os meus pais desde cedo fizeram a questão de que assim fosse e eu deliberadamente prorroguei esse festejo e estado de espírito ao longo da minha vida. Hoje em dia e de há uns anos para cá,o meu aniversário nunca se limitou unicamente a um dia singular,mas sim a uma espécie de "época" alegre,que se inicia na véspera,à noite,com uma descontraída e cúmplice reunião de raparigas: meia dúzia de amigas que se juntam em minha casa,prontas para umas boas horas de riso e confidências.Ontem à noite não foi excepção.
Hoje vai ser mais familiar,intimista de igual forma,mas garantidamente cheio de bons momentos,já que as pessoas que realmente estão "cá dentro",não nos desiludem...porque nós também estamos por inteiro "dentro delas",para o que der e vier.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Quietude
Por isso,opto sempre que possível,pelo sossego.
Creio que as únicas excepções que fiz relativamente a isso ao longo da vida,foram os concertos e festivais de música nos quais,deliberadamente e com muito agrado me "inseria"...! E aí,tentava ignorar o facto de olhar em volta e ser uma cabeça de alfinete,no meio de tantas outras e relativizava a minha surdez no final de cada concerto.
Claro que quando se corre por gosto,o cansaço é outro...
Aproveito também esta calma que me agrada,para aninhar-me no sofá,com um livro. Agora comecei muito entusiasmada a ler este, cuja história me deixou curiosa,para além da mesma ser intercalada com autênticas fotografias vintage.
E este preciso momento,"congelo-o" através das palavras,porque é digno disso e traduz exactamente a sensação do que escrevo : sossego. A chuva cai lá fora e dentro de casa a atmosfera é serena.
Certamente,uma das mais perfeitas atmosferas que existe,a meu ver.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Lar
Esta casa é uma paródia.
Tudo se conjuga e até os animais,qual fábula de La Fontaine,adquirem voz e pensamento, nesta casa.
"Cá dentro"vive-se aquilo que se ama e amamos aquilo que vivemos.
Quando deixarmos de ser assim,é porque há algo que está muito errado.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Seremos Heróis
Esta não é só uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos. Tenho para mim que será basicamente uma provável e merecida banda sonora de todos os cidadãos,deste país à beira mar plantado,vulgo "Portugal","nação valente e imortal".
Se chegarmos ilesos e com um razoável nível de sanidade mental,ao fim (qual luz ao fundo do túnel,que para pessoas anti-pessimismo,como eu,é sempre a meta a considerar) desta "troiko-epopeia",seremos sem rodeios e sem falsas modéstias,autênticos heróis. A questão que agora se prende,é se continuarão "por cá" muitos,para mais tarde contar a história da sua (sobre)vivência.
Arre. Tempos ásperos estes,em que tudo parece em constante mutação...para pior.
Não resta mesmo mais nada senão agarrarmo-nos àquilo que ainda temos de bom: uma família,uma casa onde regressar todos os dias,um trabalho e a tal luz ao fundo do túnel,que por si só,constitui sem dúvida um alicerce essencial.
E vamos embora,que a vida não espera.
Cá por casa,felizmente,vai-se mantendo a tradição das coisas boas e como tal,começou já a contagem decrescente para o cumprir de mais uma. Porque agora vem o tempo de falar em festa,já que de crise,temos os ouvidos,a cabeça e todos os poros cheios.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Coisas boas,menos boas e "assim-assim"
Não dá de facto para se ser espectador da própria vida (e muito menos da vida dos outros,já que voyeurismos e "Casas dos Segredos" não são a minha praia...),pois tudo acontece e ao mesmo tempo...!
Num curto espaço de tempo,esta pequerrucha que por cá habita aprumou afincadamente a destreza da arte de gatinhar,descobriu a 9ª maravilha do mundo que é o papel higiénico e...enfim,nem tenho palavras! Tive também de me ocupar de uma tarefa especial,em relação à minha casa,que embora agradável,foi trabalhosa; a mesma dita pequerrucha ficou constipada,com sérios problemas para dormir o que fez com que a sua mamã fosse trabalhar e aturar o mundo,com apenas 2 horas de sono dormidas (bebé doente = papás zombies); por incrivel que pareça,no meio disto tudo ainda consegui encontrar tempo (uau!!) para fazer a 1ª mala de inverno deste ano,para continuar a ler o meu livro e para me sentar uns momentos ao computador e descobrir coisas giras que vou adicionando à minha wishlist.
Uma dessas coisas giras que encontrei, foi este som delicioso feito por duas irmãs suecas,numa onda muito cool,muito hippie,muito folk:
Tal como eu já escrevi há pouco tempo por aqui,isto tem de ser tudo devagarinho. Muito devagarinho...
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