creio que sempre senti isto e não será exactamente típico da idade.
de momento, essa plenitude idílica do campo ainda não me parece viável, ainda há muito a acontecer nas nossas vidas e sinceramente, para uma pessoa como eu que tenta evitar ao máximo andar de carro, morar num sítio campestre maravilhoso, em que para ir beber um simples café,tenho de conduzir...não me seduz. Eu vejo de facto esse cenário de campo na minha vida, mas mais para a frente.
para já, gosto de tentar unir o melhor desses dois mundos: vivemos no centro de uma cidade, com absolutamente tudo ao pé,sem necessitar de conduzir, mas ao mesmo tempo, é um bairro sossegado, cheio de flores, jardins e chilreares, onde da janela de casa, nem a lua falta a espelhar-se no rio.
vou a pé comprar o pão, beber o café, levar a minha filha à escola, a vizinhança cumprimenta-se, oferece ajuda para levar os sacos das compras, vou ao mercado, vou à florista, vou ao teatro, vou à casa de chá mais gira da cidade ( e arredores), palmilho as lojas de velharias e ainda me estendo na relva num dos sítios com a vista mais bonita do rio e de Lisboa.- a pé,tudo isto posso fazê-lo a pé.
e nem fazem ideia do quanto estas pequenas coisas podem tanto fazer pelo meu dia.



