Tenho uma certa inveja dos workahollics. Ou portuguêsmente falando, daquelas pessoas viciadas em trabalho. No trabalho que têm de fazer todos os dias. E que adoram.
Daquelas pessoas que não são comidas pelo stress dos minutos que têm impreterívelmente de ser contados ao segundo. Ou se são, não se importam com isso.
Confesso que para equilíbrio da minha própria sanidade mental, tenho de habitar num plano paralelo e utópico, que metafóricamente vejo como a montanha que eu tenho que escalar: todos temos que ter um objectivo de vida quando nos levantamos da cama, e o meu é este.
Para quem é sugado por esse tal stress, que é o meu caso, acho que só ambiciona atingir a esfera da quietude, num plano quase transcendente, onde os relógios não são necessários e eu não precisarei de contar os minutos para nada.
Quietude, silêncio, tempo para o que / quem é realmente importante na minha vida, ser inundada de muitas palavras,sim, mas as escritas, que tanta falta me fazem todos os dias.
Ter tempo para estar mais tempo com a minha filha e vê-la a crescer lânguidamente, sem me chocar de repente com o facto do quão crescida que ela está.
Ter tempo para pôr o meu equipamento de alpinista ás costas, que é como quem diz, a minha toda parafernália de sonhos, planos e ideias e fazer-me à montanha, cujo cume está lá, à minha espera.
E eu acordo de novo amanhã, com os meus pés e cabeça assentes, no objectivo de o fazer.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
relatos quotidianos
Por aqui, a pouco e pouco, as coisas vão tomando o seu lugar e o ritmo,embora haja a permanente luta pela conquista do tão precioso tempo, vai adquirindo uma cadência mais tranquila.
E assim, num repente, já estamos a meio do ano, ano este que parece ainda há 2 dias ter começado.
Gosto de Junho, que para mim (e já há muitos anos) irá ter sempre um sabor de agradáveis memórias,para além do sol, do calor e das inerentes festividades.
Temos acordado literalmente banhados pelo sol. Esta casa tem tanta luz,que creio ser possível bronzear-me cá dentro. E uma boa energia tremenda.
Hoje tive a primeira visita do carteiro:
chamam-lhe "revista". Pois eu chamo-lhe uma obra de arte.
a partir de agora não vou perder um único número, o conteúdo é belíssimo e o papel é de extrema qualidade. Apaixonei-me. Para além de ter bons conselhos para a vida.
Portanto, se isto não é começar bem o dia, mais nada o é.
E assim, num repente, já estamos a meio do ano, ano este que parece ainda há 2 dias ter começado.
Gosto de Junho, que para mim (e já há muitos anos) irá ter sempre um sabor de agradáveis memórias,para além do sol, do calor e das inerentes festividades.
Temos acordado literalmente banhados pelo sol. Esta casa tem tanta luz,que creio ser possível bronzear-me cá dentro. E uma boa energia tremenda.
Hoje tive a primeira visita do carteiro:
chamam-lhe "revista". Pois eu chamo-lhe uma obra de arte.
Portanto, se isto não é começar bem o dia, mais nada o é.
terça-feira, 3 de junho de 2014
depois da tempestade
...dizem que chega a bonança.
Viver cansa um bocadinho, ando para lá de exausta. Até à exaustão do seu significado mais profundo.
Mas creio que quando se alberga a alma na esperança de que amanhã será sempre um novo dia, (Scarlet O'Hara dixit) , as coisas têm de ser vistas como elas são e a paciência não tem outro remédio, senão existir,resistir e persistir. Oh se tem.
Portanto, a partir do momento que a roupa está no seu sítio, a chaleira está ao lume para preparar o chá, os gatos dormem tranquilamente, a menina rodopia descalça ao som deste som maravilhoso,
e eu finalmente me sento em frente ao computador a escrever, acho que já é mais do que meio caminho andado para dar repouso a mim,que já mereço.
E lá fora o céu está azul, o sol brilha, o rio em frente e os pássaros cantam.
Afinal,tudo está bem,quando acaba bem.
Viver cansa um bocadinho, ando para lá de exausta. Até à exaustão do seu significado mais profundo.
Mas creio que quando se alberga a alma na esperança de que amanhã será sempre um novo dia, (Scarlet O'Hara dixit) , as coisas têm de ser vistas como elas são e a paciência não tem outro remédio, senão existir,resistir e persistir. Oh se tem.
Portanto, a partir do momento que a roupa está no seu sítio, a chaleira está ao lume para preparar o chá, os gatos dormem tranquilamente, a menina rodopia descalça ao som deste som maravilhoso,
e eu finalmente me sento em frente ao computador a escrever, acho que já é mais do que meio caminho andado para dar repouso a mim,que já mereço.
E lá fora o céu está azul, o sol brilha, o rio em frente e os pássaros cantam.
Afinal,tudo está bem,quando acaba bem.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
feliz é quem faz os outros sorrirem
Um dos maiores proveitos que retiro da internet, é a descoberta de coisas bonitas, de pessoas interessantes, de projectos e ideias espectaculares, os quais me delicio por encontrar.
A Susana e o seu doce projecto foi uma das minhas mais recentes descobertas, e claro está, foi paixão à primeira vista.
Não vou entrar em pormenores descritivos, porque se passarem pela página dela, poderão intuitivamente concluir que se trata de alguém muito especial, com um objectivo igualmente especial, que é fazer os outros felizes, através de coisas tão simples e tão ao nosso alcance, no dia a dia.
Fiquei fã da pessoa e do trabalho.
E pegando na sua própria frase de marca, posso unicamente concluir isto:
Feliz é quem faz os outros sorrir*
e
sim, definitivamente uma das coisas simples e que me faz feliz, é fotografar :)
A Susana e o seu doce projecto foi uma das minhas mais recentes descobertas, e claro está, foi paixão à primeira vista.
Não vou entrar em pormenores descritivos, porque se passarem pela página dela, poderão intuitivamente concluir que se trata de alguém muito especial, com um objectivo igualmente especial, que é fazer os outros felizes, através de coisas tão simples e tão ao nosso alcance, no dia a dia.
Fiquei fã da pessoa e do trabalho.
E pegando na sua própria frase de marca, posso unicamente concluir isto:
Feliz é quem faz os outros sorrir*
e
sim, definitivamente uma das coisas simples e que me faz feliz, é fotografar :)
domingo, 13 de abril de 2014
quando uma porta se fecha
...há outra algures que se abre. Por vezes assola-me um saudosismo nostálgico ou uma nostalgia saudosista, mas depois passo à frente e concentro-me no que de facto tenho e foco-me no que quero vir a ter. Só assim é que a máxima viver um dia de cada vez, faz sentido ...ou não?
Como tal, concentro-me no facto de nós os 3 sermos o recheio e a componente mais importante de qualquer casa que tenhamos ou venhamos a ter e foco-me nessa continuidade,foco-me na ambição despretensiosa de querer simplesmente ter mais tempo para nós, para mim, e ocupar a minha vida a fazer algo que me dê prazer e liberdade. Liberdade para viver, acima de tudo. Esta parte da "focagem" é o futuro, para onde queremos caminhar,algo que implicará dedicação e trabalho.
Seja. É por aí mesmo que quero ir.
Para já aquilo que muda é a porta, o tecto, o chão. Ou talvez,nem tanto assim...
a porta,foi o primeiro impacto. Lá dentro, há janelas numa encruzilhada de luz, com as portadas de madeira que eu adoro e, claro está....o meu chão.
Life's good.
Como tal, concentro-me no facto de nós os 3 sermos o recheio e a componente mais importante de qualquer casa que tenhamos ou venhamos a ter e foco-me nessa continuidade,foco-me na ambição despretensiosa de querer simplesmente ter mais tempo para nós, para mim, e ocupar a minha vida a fazer algo que me dê prazer e liberdade. Liberdade para viver, acima de tudo. Esta parte da "focagem" é o futuro, para onde queremos caminhar,algo que implicará dedicação e trabalho.
Seja. É por aí mesmo que quero ir.
Para já aquilo que muda é a porta, o tecto, o chão. Ou talvez,nem tanto assim...
a porta,foi o primeiro impacto. Lá dentro, há janelas numa encruzilhada de luz, com as portadas de madeira que eu adoro e, claro está....o meu chão.
Life's good.
terça-feira, 1 de abril de 2014
em busca do chão
Ando à procura do chão. E atenção que não é metaforicamente falando, porque o chão da minha alma, esse é sólido e caminho nele com passadas firmes.
Como disse no post anterior, vamos entrar literalmente em mudanças. Foi algo que de inicio se estranhou,mas que depois se entranhou e agora, toda eu sou "procura- intensiva- e- quase- incessante- da- casa- nova". Casa nova que para mim, terá de ser antiga .
A tarefa é estrondosamente mais simplificada,quando as pessoas são pouco exigentes na procura,o que não é o nosso caso: eu sou exigente em determinados aspectos (estéticos) e ele é exigente noutros aspectos (práticos). Por alguma razão existe a dualidade masculino/feminino, porque sendo diferentes, podem no entanto complementar-se na perfeição. Mas lá está, o choque entre a vertente prática e a vertente estética existe sempre, principalmente quando cada um, de personalidade vincada "puxa a brasa à sua sardinha".
Condição sine qua non (que impera e prevalece acima de tudo): o chão. O meu chão em madeira e que outro não poderá ser. Já vi alguns, já vi tectos altos, já me apaixonei perdidamente, já fiz muita pesquisa. E eu sei que o meu chão está quase a aparecer. E se a ele se aliarem umas paredes brancas, com portadas de madeira nas janelas, numa encruzilhada de luz natural, digo-vos que é aí que fico e não procuro mais.
E depois é a tela em branco. A tal tela que alimenta o engenho criativo e consequentemente, me alimenta a mim. Metafóricamente falando,claro. :)
e como a minha onda é a revivalista, cá estão os Jefferson Airplane. Até já*
Como disse no post anterior, vamos entrar literalmente em mudanças. Foi algo que de inicio se estranhou,mas que depois se entranhou e agora, toda eu sou "procura- intensiva- e- quase- incessante- da- casa- nova". Casa nova que para mim, terá de ser antiga .
A tarefa é estrondosamente mais simplificada,quando as pessoas são pouco exigentes na procura,o que não é o nosso caso: eu sou exigente em determinados aspectos (estéticos) e ele é exigente noutros aspectos (práticos). Por alguma razão existe a dualidade masculino/feminino, porque sendo diferentes, podem no entanto complementar-se na perfeição. Mas lá está, o choque entre a vertente prática e a vertente estética existe sempre, principalmente quando cada um, de personalidade vincada "puxa a brasa à sua sardinha".
Condição sine qua non (que impera e prevalece acima de tudo): o chão. O meu chão em madeira e que outro não poderá ser. Já vi alguns, já vi tectos altos, já me apaixonei perdidamente, já fiz muita pesquisa. E eu sei que o meu chão está quase a aparecer. E se a ele se aliarem umas paredes brancas, com portadas de madeira nas janelas, numa encruzilhada de luz natural, digo-vos que é aí que fico e não procuro mais.
E depois é a tela em branco. A tal tela que alimenta o engenho criativo e consequentemente, me alimenta a mim. Metafóricamente falando,claro. :)
e como a minha onda é a revivalista, cá estão os Jefferson Airplane. Até já*
sábado, 22 de março de 2014
off line
Ando um pouco em modo off. Não me apetece muita coisa, inclusivé coisas normalmente apetecíveis. Ando com a cabeça a mil, sempre com a escassez de tempo do costume e com a agravante de serem tempos de mudança,mudança que implica pro-actividade.
Estou cansada e se aqui apelo tantas vezes á positividade da vida e á perseverança, confesso que é normal que todos nós passemos por momentos em que tudo aquilo que apetece é passar mais tempo com a cabeça pousada na almofada, deixando apenas o subconsciente à tona da vida.
Creio que basicamente tudo se resume á minha fraca resistência ao stress, á velocidade supersónica dos dias e ansiedade sem limites.
Ando em modo "não-me-apetece" e tenho a certeza que um destes dias mudo a direcção do vento.
Quando isso acontecer...volto.
Estou cansada e se aqui apelo tantas vezes á positividade da vida e á perseverança, confesso que é normal que todos nós passemos por momentos em que tudo aquilo que apetece é passar mais tempo com a cabeça pousada na almofada, deixando apenas o subconsciente à tona da vida.
Creio que basicamente tudo se resume á minha fraca resistência ao stress, á velocidade supersónica dos dias e ansiedade sem limites.
Ando em modo "não-me-apetece" e tenho a certeza que um destes dias mudo a direcção do vento.
Quando isso acontecer...volto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




