Ando um pouco em modo off. Não me apetece muita coisa, inclusivé coisas normalmente apetecíveis. Ando com a cabeça a mil, sempre com a escassez de tempo do costume e com a agravante de serem tempos de mudança,mudança que implica pro-actividade.
Estou cansada e se aqui apelo tantas vezes á positividade da vida e á perseverança, confesso que é normal que todos nós passemos por momentos em que tudo aquilo que apetece é passar mais tempo com a cabeça pousada na almofada, deixando apenas o subconsciente à tona da vida.
Creio que basicamente tudo se resume á minha fraca resistência ao stress, á velocidade supersónica dos dias e ansiedade sem limites.
Ando em modo "não-me-apetece" e tenho a certeza que um destes dias mudo a direcção do vento.
Quando isso acontecer...volto.
Mas o que é que pode haver de mais auspicioso e positivo, do que um grande dia cheio de sol...?
É mais ou menos aquela sensação que se tem no inicio de um novo ano, de uma nova semana, de uma mudança: a sensação de que "ok,agora é que vai correr tudo bem"
Começar um dia, banhada por um tremendo céu azul e um sol incandescente, só me incute pensamentos esperançosos e positivos. São os efeitos da vitamina D.
Posto isto, poderia entrar aqui em dissertações sobre o quanto temos aproveitado estes bons momentos climatéricos (tanto quanto a vida do dia-a-dia o permite,como é óbvio); sobre um dia perfeito com amigos que têm a casa mais bonita que já vi ao vivo; sobre a constante corrida contra o tempo, de forma a que a vida não seja apenas um chorrilho de trabalho, deveres e afazeres domésticos...mas não vale a pena. O que interessa prevalecer é que por aqui está tudo bem, luta-se um bocadinho, cada dia, para que não haja cinzento que inverta a energia positiva dada por estes dias de sol.
E vocês,deixam todos os dias o sol entrar, corpo e mente incluídos..?
entretanto,tenho sempre de encontrar tempo para ler e costurar.
Felicidade não se traça de acordo com tentativas. Não é algo forçado ou feito com esforço.
Não se pode ser quase feliz: ou se é, ou não se é.
Trata-se de um estado intrínseco à alma, que praticamente se funde no sangue e expressa-se num todo de gestos,postura,atitudes, que flui, por si só, naturalmente, sem premeditações.
Portanto, pode-se dizer que a felicidade é um acontecer,quefaz-nos manusear a realidade com luvas de veludo.
Não acredito em "meio-termo de felicidade",porque o seu próprio existir não é compatível sob a forma de porções.
Ninguém impõe ( a si próprio ou a terceiros) um estado de felicidade, como praticamente todas as coisas boas da vida, que não são impostas. A imposição não é compatível com agradabilidade .
Felicidade é querer muito viver o hoje, o amanhã e muitos amanhãs na nossa vida .
A pior forma de felicidade que existe é a dissimulada,que possivelmente se traduzirá num erro nosso, numa parca sensibilidade, num nível de exigência exagerado: é chegarmos à constatação de que fomos felizes, e não o sabíamos.
Tenho a certeza de que uma das metades desse "copo" depende de nós. A outra metade cabe à sorte, destino, aos próprios desígnios da vida. E eu acredito nisto. Mesmo.
não sou pessoa de pedir coisas exuberantes,para me sentir aos pulos por dentro.
basta um dia lindo de sol (como o de hoje,e atrevo-me a quase prometer não voltar a dizer que gosto de chuva,pois já estou farta dela até ao tutano!), caminharmos por sítios novos, entusiasmarmo-nos em uníssono, fazer projetos dos bons, e parar por um bocado para as delícias de um lanche com ingredientes de requinte.
são as pequenas coisas que fazem com que um dia,seja em grande. :)
*chá de gengibre e chocolate + tosta de queijo brie,mel,nozes e rúcula
...uma combinação que jamais se esquece!
*adoro casas loucas, fora de série. Mas somos nós,que as habitamos,que lhes damos a alma. É bom não esquecer isso*
imagem via pinterest
porque isto agora é que vai ser.
para uma "photo addict" como eu, ter à mão de semear um aparelhinho espectacular, que me permite tirar logo ali,naquele instante,a fotografia,captar o momento e filtrá-lo como me aprouver....ui!
tenho a dizer que tombei de forma apaixonada pelo instagram. No fundo eu já o sabia, desde que começaram a aparecer as primeiras fotos. Era só uma questão dele vir parar ás minhas mãos e sabia que "estaria feita".
portanto tenho medo de me tornar irremediavelmente instagramólica e começar a tirar fotos desenfreadamente, ao ponto de se desenvolver uma séria patologia psíquica em mim.
se notarem isso,por favor sejam meus amigos e avisem,porque como a paixão cega, penso que não estarei apta a vê-lo... :)
como tal,a partir de agora também andarei por aqui: http://instagram.com/claudiacarreiro
Há coisas que começam com bem menos. Outras que precisam de muito mais para começar. Nós começámos com um encontro. Um jantar . Um cinema. Pouco mais de um par de horas e já eramos nós.
Bastou-nos tão somente isto e a nossa história começou, no dia 9 de Fevereiro de 2009.
Nunca tinha percebido o significado da expressão "o 1º dia do resto da tua vida" até esse dia.
Trata-se do primeiro dia da nossa existência em que sentimos que aquilo (até então) para o qual não encontrávamos nexo, nem razão, afinal teve/tem a sua razão de ser e sentes-te capaz de recostar a cabeça, querendo ficar nesse lugar para sempre.
E para sempre é muito tempo.
este não é um cenário de um filme. nem produção para uma revista. nem nada ficcional.
este é um apartamento parisiense,pertencente a uma socialite da altura,que por altura da segunda guerra mundial, deixou a sua casa...assim,tal como nos mostram estas fotografias. A senhora que morreu aos 91 anos, continuou a pagar a renda, mas nunca mais regressou à sua casa,que só agora foi aberta.
as condições perante as quais abandonou o apartamento,não sei. O porquê de nunca mais ter regressado é uma incógnita .
o que resta, é uma autêntica cápsula do tempo,cheia de tesouros,trespassando os anos com desígnios de charme.