porque isto agora é que vai ser.
para uma "photo addict" como eu, ter à mão de semear um aparelhinho espectacular, que me permite tirar logo ali,naquele instante,a fotografia,captar o momento e filtrá-lo como me aprouver....ui!
tenho a dizer que tombei de forma apaixonada pelo instagram. No fundo eu já o sabia, desde que começaram a aparecer as primeiras fotos. Era só uma questão dele vir parar ás minhas mãos e sabia que "estaria feita".
portanto tenho medo de me tornar irremediavelmente instagramólica e começar a tirar fotos desenfreadamente, ao ponto de se desenvolver uma séria patologia psíquica em mim.
se notarem isso,por favor sejam meus amigos e avisem,porque como a paixão cega, penso que não estarei apta a vê-lo... :)
como tal,a partir de agora também andarei por aqui: http://instagram.com/claudiacarreiro
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
wild is the wind
Há coisas que começam com bem menos. Outras que precisam de muito mais para começar.
Nós começámos com um encontro. Um jantar . Um cinema. Pouco mais de um par de horas e já eramos nós.
Bastou-nos tão somente isto e a nossa história começou, no dia 9 de Fevereiro de 2009.
Nunca tinha percebido o significado da expressão "o 1º dia do resto da tua vida" até esse dia.
Trata-se do primeiro dia da nossa existência em que sentimos que aquilo (até então) para o qual não encontrávamos nexo, nem razão, afinal teve/tem a sua razão de ser e sentes-te capaz de recostar a cabeça, querendo ficar nesse lugar para sempre.
E para sempre é muito tempo.
Nós começámos com um encontro. Um jantar . Um cinema. Pouco mais de um par de horas e já eramos nós.
Bastou-nos tão somente isto e a nossa história começou, no dia 9 de Fevereiro de 2009.
Nunca tinha percebido o significado da expressão "o 1º dia do resto da tua vida" até esse dia.
Trata-se do primeiro dia da nossa existência em que sentimos que aquilo (até então) para o qual não encontrávamos nexo, nem razão, afinal teve/tem a sua razão de ser e sentes-te capaz de recostar a cabeça, querendo ficar nesse lugar para sempre.
E para sempre é muito tempo.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
das coisas bonitas e com um quê de mistério
este não é um cenário de um filme. nem produção para uma revista. nem nada ficcional.
este é um apartamento parisiense,pertencente a uma socialite da altura,que por altura da segunda guerra mundial, deixou a sua casa...assim,tal como nos mostram estas fotografias. A senhora que morreu aos 91 anos, continuou a pagar a renda, mas nunca mais regressou à sua casa,que só agora foi aberta.
as condições perante as quais abandonou o apartamento,não sei. O porquê de nunca mais ter regressado é uma incógnita .
o que resta, é uma autêntica cápsula do tempo,cheia de tesouros,trespassando os anos com desígnios de charme.
fotografias retiradas daqui.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
is this just me...?
por vezes tenho vontade de pegar em mim e nos amores da minha vida e fazer algo completamente diferente: novos espaços. novos afazeres. novas caras.
rumar em direcção à certeza do incerto e darmo-nos ao luxo de novos ares, só porque a vida é só uma, o tempo afoga-se no próprio tempo e parece não haver tempo para o que de mais importante existe,começando por nós próprios.
porque é tão urgente viver. viver sem contar as horas que faltam para acabar mais um dia de trabalho chato. viver sem contar os dias que faltam para o final do mês. viver sem contagens de espécie alguma.
desde miúda que tenho um fascínio tremendo em habitar, nem que fosse só por temporadas, em sítios que de alguma forma me apaixonaram à primeira vista.
se de repente me tornasse financeiramente excêntrica,era isso que faria: coleccionaria casas,por cada terra que visitasse e pelas quais me apaixonasse.
citando as palavras da Natália Correia, "onde vos retiver a beleza de um lugar, há um deus que vos indica o caminho do espírito". e há sítios onde parece nos revermos ao espelho, nós e o espírito.
e depois penso que isto são só disparates da minha cabeça,que a vida que eu tenho é muito boa e que afinal, as "arestas" a serem limadas são de outra envergadura . passo a vida em brainstormings possíveis, para que as possa limar. e também é por isto que me lembro tantas vezes daquele poema do Pablo Neruda, que diz que "morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho".
rumar em direcção à certeza do incerto e darmo-nos ao luxo de novos ares, só porque a vida é só uma, o tempo afoga-se no próprio tempo e parece não haver tempo para o que de mais importante existe,começando por nós próprios.
porque é tão urgente viver. viver sem contar as horas que faltam para acabar mais um dia de trabalho chato. viver sem contar os dias que faltam para o final do mês. viver sem contagens de espécie alguma.
desde miúda que tenho um fascínio tremendo em habitar, nem que fosse só por temporadas, em sítios que de alguma forma me apaixonaram à primeira vista.
se de repente me tornasse financeiramente excêntrica,era isso que faria: coleccionaria casas,por cada terra que visitasse e pelas quais me apaixonasse.
citando as palavras da Natália Correia, "onde vos retiver a beleza de um lugar, há um deus que vos indica o caminho do espírito". e há sítios onde parece nos revermos ao espelho, nós e o espírito.
e depois penso que isto são só disparates da minha cabeça,que a vida que eu tenho é muito boa e que afinal, as "arestas" a serem limadas são de outra envergadura . passo a vida em brainstormings possíveis, para que as possa limar. e também é por isto que me lembro tantas vezes daquele poema do Pablo Neruda, que diz que "morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho".
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
quando o cinema assalta as palavras escritas
Há livros que nunca mais se esquecem
seja pela própria história, seja pela singularidade das personagens, seja pela forma como está escrito.
seja por tudo isto e algo mais.
quando um livro se tornou definitivamente marcante e há uma infinitude de opiniões unânimes em relação ao mesmo, o cinema toma de assalto essa história, o que nem sempre é bom.
há coisas que devem ficar assim e permanecer sempre intocáveis, como se o mínimo toque as danificasse.
a maior parte das vezes que o cinema adapta um livro à película, o resultado não é, quanto a mim, dos melhores; porque se perde uma boa parte da essência narrativa, porque chegamos ao fim a interrogar sobre este ou aquele pormenor que eram tão importantes e que de repente,ou deixaram de existir, ou ficaram irremediavelmente dissimulados.
isto tudo para dizer que vai sair um filme que é adaptação de um desses livros,cuja história é lindíssima e as personagens,marcantes.
claro está que não resisto à curiosidade de o ver, mas levo as algibeiras um tanto vazias de expectativas...quem sabe desta vez eu me engane.
" sometimes people are beautiful
not in looks
not in what they say
just in what they are "
Marcus Zusak, "The Book Thief"
seja pela própria história, seja pela singularidade das personagens, seja pela forma como está escrito.
seja por tudo isto e algo mais.
quando um livro se tornou definitivamente marcante e há uma infinitude de opiniões unânimes em relação ao mesmo, o cinema toma de assalto essa história, o que nem sempre é bom.
há coisas que devem ficar assim e permanecer sempre intocáveis, como se o mínimo toque as danificasse.
a maior parte das vezes que o cinema adapta um livro à película, o resultado não é, quanto a mim, dos melhores; porque se perde uma boa parte da essência narrativa, porque chegamos ao fim a interrogar sobre este ou aquele pormenor que eram tão importantes e que de repente,ou deixaram de existir, ou ficaram irremediavelmente dissimulados.
isto tudo para dizer que vai sair um filme que é adaptação de um desses livros,cuja história é lindíssima e as personagens,marcantes.
claro está que não resisto à curiosidade de o ver, mas levo as algibeiras um tanto vazias de expectativas...quem sabe desta vez eu me engane.
" sometimes people are beautiful
not in looks
not in what they say
just in what they are "
Marcus Zusak, "The Book Thief"
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
bem aventurados os que não têm que sair de casa num dia destes
foi o meu caso. hoje não tive (thank you god!) de sair, nem de me fazer à estrada, nem à calçada, nem ao passeio, nem à terra batida. fico-me pelo chão da minha casa.
fica aqui registado que hoje ( claro,não é por acaso que faço pela primeira vez dois posts, num só dia), em que choveu tanto, trovejou tanto e granizou tanto, eu tive o livre arbítrio de poder optar por um pijama day. Também mereço e há muito que não o tinha.
Serve para descansar ( e como eu preciso), para ouvir o silêncio, para isto que eu estou a fazer agora e também para mexer nos tecidos e nos alfinetes, coisa que já não tinha oportunidade de fazer há demasiado tempo para o meu gosto ( e para o meu equilíbrio mental).
entretanto também serve para cuidar de uma miúda gira, cheia de tosse e que como tal, não foi à escola ( e que neste momento já deve ter embarcado na sua sesta de três horas e meia).
gosto destes dias assim e no entanto,é tudo tão simples quanto isto.
fica aqui registado que hoje ( claro,não é por acaso que faço pela primeira vez dois posts, num só dia), em que choveu tanto, trovejou tanto e granizou tanto, eu tive o livre arbítrio de poder optar por um pijama day. Também mereço e há muito que não o tinha.
Serve para descansar ( e como eu preciso), para ouvir o silêncio, para isto que eu estou a fazer agora e também para mexer nos tecidos e nos alfinetes, coisa que já não tinha oportunidade de fazer há demasiado tempo para o meu gosto ( e para o meu equilíbrio mental).
entretanto também serve para cuidar de uma miúda gira, cheia de tosse e que como tal, não foi à escola ( e que neste momento já deve ter embarcado na sua sesta de três horas e meia).
gosto destes dias assim e no entanto,é tudo tão simples quanto isto.
se isto não é do mais bonito que existe
...mais nada o é.
Estas fotografias,seja ao olhar de quem é apaixonado por fotografia, seja ao olhar de quem é leigo ou desinteressado na matéria, não podem jamais passar indiferentes.
São do mais belo que existe,quer pelo seu conteúdo,quer pela própria fotografia em si.
As fotos, os animais e as crianças pertencem à russa Elena Shumilova.
Só me resta dizer: obrigada Elena por partilhares esse mundo tão simples e tão bonito e o trazeres até nós. A mim já me arrancou o elementar sorriso de deslumbramento da cara e fez-me mais uma vez concluir que o mais belo da vida reside nas coisas mais simples.
Estas fotografias,seja ao olhar de quem é apaixonado por fotografia, seja ao olhar de quem é leigo ou desinteressado na matéria, não podem jamais passar indiferentes.
São do mais belo que existe,quer pelo seu conteúdo,quer pela própria fotografia em si.
As fotos, os animais e as crianças pertencem à russa Elena Shumilova.
Só me resta dizer: obrigada Elena por partilhares esse mundo tão simples e tão bonito e o trazeres até nós. A mim já me arrancou o elementar sorriso de deslumbramento da cara e fez-me mais uma vez concluir que o mais belo da vida reside nas coisas mais simples.
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