sábado, 1 de fevereiro de 2014

is this just me...?

por vezes tenho vontade de pegar em mim e nos amores da minha vida e fazer algo completamente diferente: novos espaços. novos afazeres. novas caras.
rumar em direcção à certeza do incerto e darmo-nos ao luxo de novos ares, só porque a vida é só uma, o tempo afoga-se no próprio tempo e parece não haver tempo para o que de mais importante existe,começando por nós próprios. 
porque é tão urgente viver. viver sem contar as horas que faltam para acabar mais um dia de trabalho chato. viver sem contar os dias que faltam para o final do mês. viver sem contagens de espécie alguma.
desde miúda que tenho um fascínio tremendo em habitar, nem que fosse só por temporadas, em sítios que de alguma forma me apaixonaram à primeira vista.
se de repente me tornasse financeiramente excêntrica,era isso que faria: coleccionaria casas,por cada terra que visitasse e pelas quais me apaixonasse.
citando as palavras da Natália Correia, "onde vos retiver a beleza de um lugar, há um deus que vos indica o caminho do espírito".  e há sítios onde parece nos revermos ao espelho, nós e o espírito.

e depois penso que isto são só disparates da minha cabeça,que a vida que eu tenho é muito boa e que afinal, as "arestas" a serem limadas são de outra envergadura . passo a vida em brainstormings possíveis, para que as possa limar. e também é por isto que me lembro tantas vezes daquele poema do Pablo Neruda, que diz que "morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho".




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

quando o cinema assalta as palavras escritas

Há livros que nunca mais se esquecem
seja pela própria história, seja pela singularidade das personagens, seja pela forma como está escrito.
seja por tudo isto e algo mais.
quando um livro se tornou definitivamente marcante e há uma infinitude de opiniões unânimes em relação ao mesmo, o cinema toma de assalto essa história, o que nem sempre é bom.
há coisas que devem ficar assim e permanecer sempre intocáveis, como se o mínimo toque as danificasse.
a maior parte das vezes que o cinema adapta um livro à película, o resultado não é, quanto a mim, dos melhores; porque se perde uma boa parte da essência narrativa, porque chegamos ao fim a interrogar sobre este ou aquele pormenor que eram tão importantes e que de repente,ou deixaram de existir, ou ficaram irremediavelmente dissimulados.
isto tudo para dizer que vai sair um filme que é adaptação de um desses livros,cuja história é lindíssima e as personagens,marcantes.
claro está que não resisto à curiosidade de o ver, mas levo as algibeiras um tanto vazias de expectativas...quem sabe desta vez eu me engane.
             

    " sometimes people are beautiful
     not in looks
     not in what they say
     just in what they are "
      
                      Marcus Zusak, "The Book Thief"  

                                  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

bem aventurados os que não têm que sair de casa num dia destes

foi o meu caso. hoje não tive (thank you god!) de sair, nem de me fazer à estrada, nem à calçada, nem ao passeio, nem à terra batida. fico-me pelo chão da minha casa.
fica aqui registado que hoje ( claro,não é por acaso que faço pela primeira vez dois posts, num só dia), em que choveu tanto, trovejou tanto e granizou tanto, eu tive o livre arbítrio de poder optar por um pijama day. Também mereço e há muito que não o tinha.
Serve para descansar ( e como eu preciso), para ouvir o silêncio, para isto que eu estou a fazer agora e também para mexer nos tecidos e nos alfinetes, coisa que já não tinha oportunidade de fazer há demasiado tempo para o meu gosto ( e para o meu equilíbrio mental).
entretanto também serve para cuidar de uma miúda gira, cheia de tosse e que como tal, não foi à escola ( e que neste momento já deve ter embarcado na sua sesta de três horas e meia).
gosto destes dias assim e no entanto,é tudo tão simples quanto isto.




 




se isto não é do mais bonito que existe

...mais nada o é.
Estas fotografias,seja ao olhar de quem é apaixonado por fotografia, seja ao olhar de quem é leigo ou desinteressado na matéria, não podem jamais passar indiferentes.
São do mais belo que existe,quer pelo seu conteúdo,quer pela própria fotografia em si.
As fotos, os animais e as crianças pertencem à russa Elena Shumilova.
Só me resta dizer: obrigada Elena por partilhares esse mundo tão simples e tão bonito e o trazeres até nós. A mim já me arrancou o elementar sorriso de deslumbramento da cara e fez-me mais uma vez concluir que o mais belo da vida reside nas coisas mais simples.




quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

very stylish girls

Já não é a primeira vez que aqui escrevo que, no que respeita ao assunto "estilo", a minha opinião é esta: é inato. Sim,para mim o estilo diz respeito a todo um conjunto e atitude que abrange algo tão profundo quanto o é o adn.
Há pessoas que seja com que idade fôr, mantêm sempre um estilo irrevogável.
No feminino e só a título de exemplo, estilo é qualquer uma destas miúdas:



 
Kate Moss
* 40 anos feitos agora e, gostos à parte, é um ícone transbordante de estilo,seja nas fotografias de há 20 anos atrás, seja nas actuais. Gosto dela.






Helena Christensen
* sempre foi para mim a top of the tops . Nunca a junção do Perú e da Dinamarca foi tão bem feita. Tudo é estilo nesta mulher de 44 anos. Adoro-a.



Sienna Miller
*foi nos últimos anos uma das principais mentoras do estilo boho chic, que se traduz visualmente num cruzamento feliz entre estilos hippie e boémio, feito de forma descontraída e confortável.
 E boa actriz.


e depois há a atitude,senhores, a atitude. porque de nada valem os trapos, se de dentro não se aliar uma atitude forte (sem cair em snobismos) e despretensiosa de quem sabe aquilo quer.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

dos novos começos


Há qualquer coisa de motivador nos "começos".
O começo de uma nova semana, o começo de uma nova etapa de vida, o começo de um novo ano...e por aí em diante.
Nunca me amedrontei com os new beginnings. Pelo contrário,sempre me fizeram caminhar ainda mais destemidamente pela vida, mesmo quando tinha tão pouco com que contar e com que me alicerçar.
Hoje em dia,os alicerces são de outra envergadura, a responsabilidade maior que se carrega nos ombros de que não sou só eu que existo,mas uma família. E em prol deste amor-maior,vale sempre a pena sentir essa responsabilidade e a vontade de fazer sempre mais e encarar os começos com a maior carga positiva que se pode abarcar. E (fundamental!) afastar-me o mais possível de "cargas negativas".
É com estas ganas adornadas de uma razoável perseverança, que se alicerça o inicio do meu ano.
Espero que o vosso começo seja assim também,com o respectivo "trabalho" que isso implica, para que seja um sentimento que se mantenha ao longo do ano inteiro .
Mais uma vez,um grande 2014*