quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ano novo,livros novos e música nova

Este primeiro post do ano, serve para partilhar duas das minhas grandes assolapadas paixões: livros e música.
Creio que é uma boa forma de começar aqui o blogue, neste recém chegado 2014.
É indiscutível o poder que as palavras,as fotografias e o som conseguem repercutir, por isso os meus sentidos são amplamente regozijados com este alimento substancial.
Para os amantes da decoração,eis aqui duas boas recomendações. Aliás,não são boas. São mais do que isso:


Design Sponge at Home

são casas reais,de pessoas reais. Uma bíblia,no que a decoração diz respeito.









Creative Family Home

não se aguenta tanta coisa linda neste livro. Cada página,capa e contracapa valem a pena. Cada milimetro de papel. Tudo é maravilhoso. Pronto,fica então aqui esclarecido que numa situação de emergência e eu tivesse de agarrar nuns quantos objectos para saltar fora de casa, este livro iria comigo.











e agora, last but not the least... vou dar-vos música.
Pela primeira vez na minha vida, comprei um cd de fado. Não que não achasse bonito,não,nada disso. Mas os meus estilos preferenciais em termos de musicalidade, incidiam sobre outras paragens.
Até que aparece esta rapariga,que me conquistou completamente, quer pela voz, quer pela simplicidade, quer pelo seu estilo muito próprio e pouco convencional para uma fadista... e fez com que o fado tocasse no meu leitor de música...e cá dentro


"não é fadista quem quer, mas sim quem nasceu fadista."


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

que venha daí o 2014


Nestes últimos dias,andei mentalmente a fazer um balanço resumido deste ano que termina.
Não foi um ano extraordinário,mas muito francamente decidi fazer o tal balanço,à luz da teoria do "copo meio-cheio", e não à visão redutora e castradora do "copo meio-vazio".
Portanto,2013 foi um ano em que: não houve problemas de saúde, não faltou nunca comida na mesa, riu-se (na maior parte dos dias), disfrutámos daquilo que temos, da melhor maneira possível,nunca nos lamentámos pelo outro tanto que gostaríamos de ter,mas que não temos (ok,à excepção de mais umas largas horas de descanso e tempo disponível) e a miúda que reina nesta casa cresce lindamente a olhos vistos.
Sim,2013 não foi super-mega-fenomenal,mas a verdade é que também não foi mau.
Hoje em dia e cada vez mais,catalogo como "mau", algo que abana abruptamente o chão que pisamos.
E felizmente, o nosso chão, embora não sendo imaculado, não nos tem faltado.
Assim sendo,estou preparada para 2014: só preciso da continuação do bom que tive este ano e que enumerei acima e preciso de me fazer acompanhar da minha agenda e respectivo caderno de anotações,meus amigos inseparáveis,tendo em conta que a minha outrora tão boa memória,já começa a ressentir-se.
No tal caderno em branco,já o estreei com uma frase de minha autoria :
 confio na fluidez dos dias, sem que com isso me resigne ao conformismo.  

Bom ano!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

os melhores presentes

são livros.
Já o disse aqui várias vezes, e enquanto existir,continuarei a dizê-lo. Os livros são as minhas prendas requisitadas,esperadas,recomendadas e desejadas,prendas essas que descubro e desembrulho num recato natural. A euforia essa, é toda canalizada no momento em que a minha miúda abre, com uma mestria infantil delicada, as suas próprias prendas - aí,eu sou miúda outra vez e faço do entusiasmo dela,o meu próprio entusiasmo.
Os livros que destaco do meu lote natalício, são estes:


The New Artisans
*para quem aprecia artesanato e todo o produto derivado da criatividade,aqui está um livro excelente,que exibe uma mão cheia de artesãos de todo o mundo,com as suas variadíssimas criações. E Portugal encontra-se também aqui e muito bem representado.





 Contos Completos dos Irmãos Grimm
* são 1000 páginas que mal soube que existiam,entraram para a minha wishlist. Já tenho uma colecção infinita de histórias ( e das boas!) para ler a ela.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

agora é a vez do natal






Pronto. É dia 23 de Dezembro,a contagem decrescente iniciou-se,o Natal está mesmo a bater à porta,cá em casa está tudo bem, por isso vamos lá festejar. É que há aqui uma pequenina que, já deu para perceber que adora tudo o que seja festa,música,palhaçada e "reinação". Estamos cá para lhe fazer essa vontade,com todo o prazer deste mundo.
Por isso, não deixem que este espírito de festa se limite apenas aos mais pequeninos e partilhem-no genuinamente,com vocês próprios e com quem mais amam,com muitas doses de riso à mistura.
Acredito cegamente que é isto que se leva de melhor na vida, e não o "iphone xptohdy" ou a playstation ou seja lá que treta fôr que implique muitos euros.

Um Natal cheio destes bons e alegres momentos para vocês que por aqui passam :)

sábado, 21 de dezembro de 2013

o que resta



Confesso que nesta última semana não me lembrei do natal,a não ser pelas luzes e pela parafernália circundante de todo um espírito que forçosamente se impõe e que como tal,serviram para criar lembretes na minha consciência.
Confesso também que, esta foi uma das semanas mais pesadas que já tive. Foram dores de outros, dores alheias,dores imensas e indecifráveis de quem perde tudo e que eu,pela proximidade e afecto, as senti quase como minhas.
São estas experiências de vida, que traduzem simultaneamente, a grandeza e a fragilidade da nossa existência: a fragilidade deste limbo entre um mundo e outro; a grandeza, de valores tão gigantes,quanto o humanismo no seu estado puro, a amizade, o companheirismo, o "saber estar lá para tudo".
A Grandeza de quem tanto perdeu, mas que abarca em si toda a força do mundo para continuar, fazendo com que a maior das atrocidades pareça um poema, um poema belo e triste.

Tudo o resto,guarda-se cá dentro.
Para o resto da vida.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Quando o pior de tudo acontece

É surreal.
Surreal a forma sob a qual, por vezes a vida se escreve em estranhos desígnios, desafiando as próprias leis da existência. Escreve-se segundo coordenadas macabras e com vocabulário que nem sequer foi inventado. Porque os inventores das palavras não conseguiram qualificar,adjectivar,nomear quem perde um filho. Há um nome para quem fica sem pais: órfão. Há um nome para quem fica sem o seu cônjuge: viúvo.
Não há nome para se dar a quem perde um filho. Porque não era suposto acontecer .
Porque de todos os acontecimentos anti-natura que existem no mundo, este é o mais duro de todos.
Depois disto não há mais nada: o chão dilui-se debaixo dos pés, o céu azul deixa de fazer sentido e o coração,que batia dentro e fora do corpo de um pai/mãe, morre definitivamente,juntamente com a vida tremenda que se apagou.
Depois de se perder um filho, não se consegue perder mais nada, porque já se perdeu tudo. 
Para sempre.
E de todos os retornos impossíveis,este é o mais impossível e aterradoramente esmagador.


    à memória do V.  (2012-2013)
















quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Bonecas

Quando era pequena gostava de bonecas,mas não tanto quanto gostava de livros e de legos.
Agora, tenho o meu amor-maior, a minha boneca de cabelos louros e olhos azuis,que adora livros, legos e quanto a bonecas, quer apenas uma: a de pano,que lhe foi oferecida quando ainda era um bebé com poucos dias e que desde então não a larga. Não quer mais nenhuma,apenas a boneca Camila. A Camila, que desconfio chegar a ser uma réstea de trapo gasto pelo uso e pelo tempo, e no entanto continuar a existir singularmente no coração da minha boneca.
Faz-me lembrar o cobertor inseparável do amigo do Charlie Brown.
Faz-me desejar que estes deliciosos vestígios de criança espalhados pela casa fora, não desapareçam nunca, faz-me querer abraçá-la a ela, a minha boneca de cabelos louros e olhos azuis e cristalizar o tempo,para que para sempre, seja ela pequenina. Ela, a minha boneca.
Também eu adoro bonecas de pano, e mesmo a propósito, hoje descobri no blogue da Mariana, uma maravilha onde para além das bonecas,há todo um universo terno e apaziguador, que me agrada muito.
E que seja eterna a criança que vive dentro de nós.