quinta-feira, 20 de junho de 2013

this is my playground

A minha casa. As casas nas quais eu tenho vivido. Faço delas o meu "recreio",não interessa o número de metros quadrados, acabo sempre por adaptá-las da melhor maneira e tratá-las sempre por TU.
Gostava de ter várias casas, só pelo prazer de as "vestir" e de lhes definir personalidade.
Como tal, é algo perfeitamente normal, eu de vez em quando "pegar" na minha casa e trocar-lhe as voltas. E isto não é coisa recente,não senhor. Em miúda, com o pretexto de "aahhh e tal, vou limpar o !", tentava convencer a minha mãe que a minha nova disposição dos objectos da sala é que era gira!
Há muitas mulheres que com toda a certeza se identificarão com o que eu estou a dizer, enquanto que para os homens,tal tendência se encontra envolta em mistério ( claro que seria muito mais prático deixar-se tudo eternamente igual ! )
São ideias em movimento e as ideias, sendo inofensivas e construtivas, são para serem colocadas em prática.
Por isso é que agora tenho uma parede nova cá em casa.

 

entretanto, espreitei o jardim da minha vizinha, o que me valeu um sorriso. Tenho a certeza que ela é daquelas pessoas que tem uma Amelie a habitar dentro dela ...pelo menos o anão habita no jardim dela :)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Amor, Amigos e Amoras



Amoras. Vermelhas, irresistíveis e ainda por cima, com "amor" no nome, só podem ser um dos meus frutos preferidos.
Estas vêm daqui:



do nosso jardim. Onde todos os dias deste mês de Junho, apanhamos dezenas de amoras. Mês de celebração (do amor,lá está...), de convívios, de amigos. Estou ávida disto, juro.
Esta é a altura do ano em que se prepara, se limpa e se organiza a fundo, a parte exterior da nossa casa; dá muito trabalho, mas vale todo o esforço que se faz. As combinações das sardinhadas já andam na forja e é quase como se não pudessem esperar mais. Vamos a isso...e de que maneira!




Não é isto também,uma boa parte do que se leva de bom da vida...?







segunda-feira, 10 de junho de 2013

here we go again




Todos os santos dias, ao final da tarde, lá estou eu de rabo para o ar a arrumar toda a panóplia infantil semeada pelo chão da casa. Não me estou a queixar, sei que vou sentir saudades disto e de outras coisas mais. Além de que, se ela é feliz assim e nós felizes somos por a ver crescer com tanta energia...que importa o resto?
Por hoje já está arrumado...até amanhã*

sábado, 8 de junho de 2013

Todos nós temos um "quê" de kitsch

 
 
 
O que não quer dizer que andemos a arrastar cães de loiça pela rua, ou que tenhamos duendes no jardim...mas que há sempre certas particularidades do kitsch que nos marcam ao longo da vida,ai isso há. Seja em gostos cinematográficos, musicais, decorativos, literários, roupa...enfim.
Regra geral, o kitsch é definição para objectos banais, baratos e de mau gosto, destinados ao consumo em massa.
Eu nunca tive pudor em assumir a parte kitsch que habita dentro de mim.
Gosto de determinados objectos decorativos (daqueles que "consomem" a paciência e compreensão masculina), gosto de certas peças de roupa e respectivas conjugações muito, digamos, improváveis, o meu filme fétiche de adolescente (mas vá lá, quem é que não tem um destes no seu histórico de vida..? ) era a "Lagoa Azul", visto para lá de 100 vezes, porque aos 13 anos quer-se ser como a Brooke Shields, que era a rapariga mais bonita do mundo e naufragar e ir parar ás ilhas Fidji parece ser o sonho de uma vida. Pronto. É isto.
Chamem-lhe mau gosto, chamem-lhe piroso,mas tenho a certeza de que não há nenhum ser humano que pelo menos,por uma vez na vida, não se tenha rendido ao fascínio do kitsch.
Há apenas uma questão: aqueles que o admitem...e os que têm vergonha de o admitir.





e este post, vem exactamente a propósito de ter dado hoje na televisão o tal filme, típico da mentalidade kitsch adolescente. E sabem que mais? não me canso de o ver... 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Trabalho: a essência dos dias



Resumidamente é isto: se eu não estiver a trabalhar ou a dormir (a minha meia dúzia de horas por noite), então é porque estou...a trabalhar. Sim porque isto de trabalhar tem muito que se lhe diga,é bem mais amplo do que provavelmente muita gente pensa e ter um despertador que nos acorda bem cedo e nos faz sair de casa para um emprego,não é por si só o único sinónimo de "trabalho".
Quem é dona de casa trabalha. E muito. E ingratamente não terá a sua remuneração financeira no final do mês, nem subsídios de qualquer espécie; quem é mãe, "qualificou-se" numa profissão de extrema responsabilidade para toda a vida...e como dá trabalho! mas aqui as compensações são de outra natureza, não há preço possível a atribuir-lhes...
E depois,para além disto,também existem aquelas pessoas que querem sempre fazer mais. Mais do que o emprego que têm, mais do que aquilo que se compõe um dia perfeitamente normal. Mesmo que se tente o impossível, que é fazer esticar o tempo. Tudo em prol da vontade que grita cá dentro e que nos faz acreditar que conseguimos. Vamos conseguir. E não interessa se chegamos ao fim do dia com dores nas costas, na cabeça e parecemos zombies.
O que interessa é chegar ao final do dia com a sensação de dever cumprido. E a "dever cumprido" refiro-me á necessidade que temos enquanto pessoas (e não enquanto simples cidadãos ou contribuintes) de exacerbar os nossos desejos, de delinear e pôr em prática os nossos projectos pessoais. É uma luta, é uma canseira, mas eu acredito sempre que vale a pena.
Caso contrário,eu não teria conseguido pôr a minha vida no sitio onde ela está agora .


E agora e porque faz precisamente hoje 5 anos que a fui ver ao Rock in Rio, Amy Winehouse. 




domingo, 26 de maio de 2013

Everything is wonderful

Não é não, mas se everything fosse wonderful, tudo seria demasiado previsível e um tédio.
Esta semana em particular, foi penosa: basicamente começou com uma bebé constipada e depois foram a mãe e o pai torturados com uma gripe implacável, na semana em que se regressou ao trabalho,após uns dias de férias que passaram a voar. Não é fácil trabalhar doente.
Isto tudo,como cenário de fundo de questões prementes para serem resolvidas e que por vezes parece não terem resolução possível.
Já dizia um escritor da nossa praça que "viver cansa" e é verdade. Por vezes a vontade seria autenticamente pedir umas férias a este viver que cansa...mas lá está,sem passarmos para "o outro lado" e sempre com  a oportunidade de regressar.
Os blogues não têm de ser obrigatoriamente, a meu ver, um desfile de textos e fotografias cor de rosa. Não tenho nada contra aqueles que o são,bem pelo contrário...! Há um ou outro que fazem parte dos meus favoritos e aos quais sou assídua, pois se forem bem feitos ( e claro está, sem cairem em exageros),têm a nobre capacidade de nos abstrair positivamente e consequentemente, de nos inspirarem.
Mas este é o meu blogue e embora não seja qualquer espécie de diário, livro de revelações ou muro das lamentações, é aquilo que eu sou. Nele escrevo sobre a vida, em todas as suas abrangências,desde a mais pequena, á mais relevante; porque as pessoas também se reflectem e sentem-se identificadas ao lerem coisas menos alegóricas e mais cinzentas.
Portanto,foi uma semana dura, a acordar muito cedo, com garganta a doer, a voz por um fio, o nariz martirizado, noites mal dormidas e questões prementes que ainda estão por ser resolvidas.
O que vale é que eu nisto tenho um quê de Scarlet O'Hara e acho mesmo que after all,tomorrow it's another day. Amanhã será, para além de um novo dia, o começar de uma nova semana e...mais uma canseira!
Boa semana a quem passa por aqui* :)

e hoje lembrei-me desta,que era uma das minhas preferidas no inicio dos anos 90 (ou seja, há anos-luz atrás, quando ainda era uma teenager, isenta de problemas e no entanto, é a fase em que temos em nós todos os problemas do mundo...)



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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Beethoven versus Benigni - ou as coisas que nos marcam




Um é cru, despido de tabus, forte, descaradamente cruel, ruidoso, amargo.


O outro é poesia, ternamente doce, um sonho de criança, uma das maiores delícias cinematográficas.



 
 No entanto, têm em comum a questão moral, fazer actuar a nossa consciência enquanto seres humanos; lembrar o facto de que não estamos sozinhos no mundo, que o nosso nariz e umbigo não são os únicos e  que as nossas acções terão sempre o reverso da medalha;
lembrar que com parcos meios,mas que com um espírito riquíssimo e grandiosidade interior, poderemos fazer da mais terrível das situações, um cenário menos negro e acreditar sempre no dia de amanhã...mesmo que no fundo não saibamos ao certo se tal amanhã vai existir.

Estes são dois dos filmes da minha vida (dentro de uma lista de mais uns poucos) , que em nada estão relacionados, á excepção de uma coisa: marcam. E de que maneira.