terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Ecos culinários
Eu vejo a cozinha em duas vertentes: a vertente obrigatória e a vertente lúdica.
É um facto que temos impreterivelmente de comer todos os dias,mas não tem de ser exactamente igual a forma como encaramos a cozinha e o acto de cozinhar,de todas as vezes que o fazemos. Por vezes,creio que a relação estabelecida é um misto de amor/ódio,cuja linha separadora é demasiado ínfima. Eu sinto isto às vezes e eu sou uma pessoa que gosta de cozinhar,por isso,coloco-me um pouco no lugar das que pura e simplesmente detestam e se o fazem,é apenas por obrigação.
Contudo,eu tento não pensar demasiado na obrigatoriedade das coisas: quanto mais rápido começar a fazê-las,mais depressa se terminam e pode-se partir para algo mais agradável.
Dá-me genuíno prazer cozinhar para "nós" cá em casa,para os amigos que se convidam,lembrar-me espontâneamente de fazer um bolo,inventar uma sobremesa ou um prato qualquer.
O caso só muda de figura quando não há muito tempo para cozinhar,para comer e a questão é pensar rápido,preparar algo do género "se bem pensei,melhor o fiz" e isto,lá está,exibe um carácter de obrigatoriedade que limita a imaginação e expressões prazeirosas, no acto de cozinhar.
E agora,só a título de curiosidade: o melhor bolo de chocolate das redondezas,foi feito cá em casa e não durou 24 horas...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Dêem-me chapadas
Para uma criatura como eu,que vê na decoração uma paixão,estas casas,tão únicas,de carácter tão pessoal,tão cheias de alma,de vida e... tão desprovidas de "high tech" e palidez,fazem-me francamente sorrir e falar sozinha. Sim,é verdade,eu às vezes falo sozinha. Se calhar "às vezes" é estar a ser singela demais.
Tanto que eu nunca consigo ver todas as casas (dizem eles que já foram a 105 casas) de uma vez: corro o risco de fortes arritmias e necessidade eminente de tomar uma caixa de Lexotan,logo de enfiada. Seja como fôr,já tive a minha ultra dose de indignação,ao ler que a casa da primeira foto que aqui vos mostro,em breve...será demolida!
Dêem-me chapadas,senhores...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
No planning at all
Já é de mim: não sou pessoa de planear,de estipular metas,objectivos concretos a longo prazo. Quando muito,traço esboços de algo que tenciono fazer,num futuro inevitavelmente breve; falar de alguma coisa para daqui a uma semana,é longe; para daqui a dois meses é muito vago; para daqui a 1 ano,é abstracto. Não estará muito certo,eu sei. Mas também sei que o mais comum a acontecer,será a mais simples das coisas planeada...sair exactamente ao lado; e tenho tido um número para lá do razoável,no que a experiências diz respeito. Já tenho a licenciatura,o mestrado e o doutoramento no assunto.
Por isso é que cada vez relativizo mais o facto de que a minha vertente natural,inerente è minha pessoa,seja exactamente: não planear.
E o reverso desta moeda por vezes é absolutamente inesperada e quiçá,cheia de boas surpresas.
Por isso,tendo apenas em conta de que não convém fazer da vida uma corda bamba (sem rede em baixo), ainda para mais quando se tem filhos, aquilo que faço é isto: viver um dia de cada vez,com os pés bem assentes na realidade,não aceder a ilusões traiçoeiras e permitir-me a sonhar um bocadinho de vez em quando...porque também precisamos desse alimento.
"Don't carry the world upon your shoulders" - para não esquecer*
sábado, 1 de dezembro de 2012
Chegou o dia
Para a posteridade,já fiz questão de tirar as fotografias indispensáveis e de registar no caderno que estou a escrever para ela (que comecei,ainda estava ela dentro da barriga), estes tão únicos momentos. Porque como já eu disse aqui um número razoável de vezes (mas nunca será em demasia), é disto, de momentos únicos,que o melhor da vida se faz. E há que agarrá-los,de todas as formas que seja possível fazê-lo,porque eles escapam-se, fogem e é absurdo afundarem-se no esquecimento.
O entusiasmo infantil que outrora foi meu,no dia em que a árvore de Natal ganha vida dentro de casa,agora é o entusiasmo dela,que embora não sabendo do que se trata,já se alicia com as formas,as cores e as luzes,percebendo que há algo que foge à normalidade.
Enquanto isso,a banda sonora cá em casa é esta,que é dos
sons que melhor me soam aos ouvidos.
sábado, 24 de novembro de 2012
(Desa)sossego
Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
I like mondays
No entanto,não implica necessariamente que para mim seja o rescaldo do fim de semana,bem aproveitado e descansado,como a maior parte das pessoas,pois no meu trabalho,os fins de semanas podem ser uma 4ª e 5ª feira,por exemplo.
Mas independentemente disso,o espírito,o tal do caderno em branco, está "lá" e como eu já disse num post anterior,as coisas estão ( e são) no modo como as vemos e interpretamos.
E eu gosto das 2ªs feiras e do seu semblante fresco,auspicioso, a oferecer-nos despretensiosamente uma nova semana,um novo recomeço...
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Em boa companhia
É intrínseca à minha pessoa,a necessidade (é mesmo este o termo) de "fazer acontecer".
Se em miúda me entretinha a fazer desenhos, se na adolescência tive a minha fase de pintar ,se há uns poucos anos atrás não passava sem escrever quase diariamente, agora preciso de ter (infelizmente,já não com a frequência que desejaria ) interacção com a máquina de costura.
Preciso.
E é assim,com companhias boas como : tecidos,chá,chuva e Aretha Franklin,que se compõe uma tarde em pleno,tranquila, como eu gosto e vou satisfazendo esta necessidade quase básica.
E com uma "Gipsy Bag" feita,segue-se a encomenda de uma almofada.
Ok. Vamos a isso.
Se em miúda me entretinha a fazer desenhos, se na adolescência tive a minha fase de pintar ,se há uns poucos anos atrás não passava sem escrever quase diariamente, agora preciso de ter (infelizmente,já não com a frequência que desejaria ) interacção com a máquina de costura.
Preciso.
E é assim,com companhias boas como : tecidos,chá,chuva e Aretha Franklin,que se compõe uma tarde em pleno,tranquila, como eu gosto e vou satisfazendo esta necessidade quase básica.
E com uma "Gipsy Bag" feita,segue-se a encomenda de uma almofada.
Ok. Vamos a isso.
- coisa linda. Respect to Aretha.when my soul was in the "lost and found",you came along to clame it
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