sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lar








Esta casa é uma paródia.

Dois adultos (quase) sempre na palhaçada,uma menina com pouco mais de 1 ano que alinha em tudo o que seja brincadeira, duas cadelas malucas que se amam incondicionalmente (é verdade,amor puro e despretensioso),um gato gorducho que está entre o "ursinho Teddy Bear" e um eunuco, uma gata de raça "bosque da noruega" que tem um nome pomposo,a condizer com a sua personalidade sensível e coquete, e uma outra gata com espírito de fedelha irresistível,ternurenta e descaradamente transgressora.
Tudo se conjuga e até os animais,qual fábula de La Fontaine,adquirem voz e pensamento, nesta casa.

"Cá dentro"vive-se aquilo que se ama e amamos aquilo que vivemos.
Quando deixarmos de ser assim,é porque há algo que está muito errado.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Seremos Heróis


Esta não é só uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos. Tenho para mim que será basicamente uma provável e merecida banda sonora de todos os cidadãos,deste país à beira mar plantado,vulgo "Portugal","nação valente e imortal".
Se chegarmos ilesos e com um razoável nível de sanidade mental,ao fim (qual luz ao fundo do túnel,que para pessoas anti-pessimismo,como eu,é sempre a meta a considerar) desta "troiko-epopeia",seremos sem rodeios e sem falsas modéstias,autênticos heróis. A questão que agora se prende,é se continuarão "por cá" muitos,para mais tarde contar a história da sua (sobre)vivência.
Arre. Tempos ásperos estes,em que tudo parece em constante mutação...para pior.
Não resta mesmo mais nada senão agarrarmo-nos àquilo que ainda temos de bom: uma família,uma casa onde regressar todos os dias,um trabalho e a tal luz ao fundo do túnel,que por si só,constitui sem dúvida um alicerce essencial.
E vamos embora,que a vida não espera.

Cá por casa,felizmente,vai-se mantendo a tradição das coisas boas e como tal,começou já a contagem decrescente para o cumprir de mais uma. Porque agora vem o tempo de falar em festa,já que de crise,temos os ouvidos,a cabeça e todos os poros cheios.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Coisas boas,menos boas e "assim-assim"




Não dá de facto para se ser espectador da própria vida (e muito menos da vida dos outros,já que voyeurismos e "Casas dos Segredos" não são a minha praia...),pois tudo acontece e ao mesmo tempo...!
Num curto espaço de tempo,esta pequerrucha que por cá habita aprumou afincadamente a destreza da arte de gatinhar,descobriu a 9ª maravilha do mundo que é o papel higiénico e...enfim,nem tenho palavras! Tive também de me ocupar de uma tarefa especial,em relação à minha casa,que embora agradável,foi trabalhosa; a mesma dita pequerrucha ficou constipada,com sérios problemas para dormir o que fez com que a sua mamã fosse trabalhar e aturar o mundo,com apenas 2 horas de sono dormidas (bebé doente = papás zombies); por incrivel que pareça,no meio disto tudo ainda consegui encontrar tempo (uau!!) para fazer a 1ª mala de inverno deste ano,para continuar a ler o meu livro e para me sentar uns momentos ao computador e descobrir coisas giras que vou adicionando à minha wishlist.
Uma dessas coisas giras que encontrei, foi este som delicioso feito por duas irmãs suecas,numa onda muito cool,muito hippie,muito folk


Tal como eu já escrevi há pouco tempo por aqui,isto tem de ser tudo devagarinho. Muito devagarinho...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tenho queda pelo Outono




Fim de tarde.
Vou ao jardim,eu e a Canon (sim,eternamente orgulhosa da minha câmara). E as galochas.
Finalmente choveu. Finalmente que,enfim,uma estação se inicia no calendário e faz justiça às suas características,sem mais demoras (no ano passado,por exemplo,o verão foi por Outubro adentro...).

Agora roguem-me pragas,mostrem-se indignados,mas a verdade é esta,nua e crua : adoro esta chuva,este atenuar das temperaturas que puxa ao aconchego,adoro saber que tenho de sair de casa com um casaco vestido ( até porque o casaco é a peça de roupa que mais gosto),adoro a côr da folhagem,adoro o cheiro a terra molhada (este pormenor, é pena que a Canon não consiga captar).
Não sou pessoa admiradora incondicional de calores tórridos,em que de cada vez que se chega a casa,tem de se tomar um banho e mesmo assim,passado pouco tempo,já está de novo toda "peganhenta". Bah!
Mas como o mundo é de todos e as coisas até estão muito bem feitas (pena que cada vez mais tratem de desfazer e destruir e depois vêm dizer que a culpa é dos Maias...), para se "distribuir o bem por todas as aldeias" ,existem as denominadas 4 estações,que verdade seja dita,se encontram cada vez mais dissipadas e menos delineadas...tivemos um belo Verão,mas agora é a minha vez de curtir as temperaturas que se adequam mais ao meu gosto e as atmosferas inerentes a isso (quem é que recua perante a ideia de sofá+manta+filme+cházinho+numa noite fria?!?! ).

Mas isto tudo para dizer que adoro o Outono,pisar folhas secas,pôr gorros na cabeça e o cheiro a castanhas assadas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Falemos de vida







Sim,falemos de vida,de sorrisos,das pequenas e boas simplicidades dos dias,falemos de gestos bons,de abraços,de flores,de reencontros.
Falemos de espírito perseverante e positivo,de pessoas bem dispostas que remam contra a conjuntura e acreditam que sim,que podemos acreditar nisso tudo que povoa o nosso poço de crenças e sendo assim,façamos por isso.

Falemos de sábados à tarde cheios de sol e de ruas com animação a perder de vista.

Foi neste passado sábado,em Cacilhas,onde pessoas e bicicletas e muitas boas vibrações sairam à rua,para comemorar o dia europeu sem carros.
Foi giro,muito giro,tanto para miúdos,como para os mais crescidos. E estou a falar de uma zona que já acho particularmente bonita e interessante em dias normais...quanto mais num dia destes,que lhe deu um encanto ainda mais especial.
E fazendo jus ao dia em questão...fomos mesmo a pé para lá.
Deviam haver mais dias assim..!  

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Este não é um texto feliz



Não me esqueço do estado em que fiquei,quando em criança,a minha mãe me explicou o que era a morte: uma criança dificilmente consegue aceitar que afinal de contas,não se vive feliz para sempre,porque o infinito que o "para sempre" implica, não existe.
Faz parte da vida,é o curso natural da existência,bla bla bla. Uma merda,é o que é.
Não sei lidar com isso e pior,não sei lidar com a degradação humana que uma doença pode causar,tornando-se num suplício tanto para quem a sente na pele ,como para quem está mais próximo.
Já convivo com uma situação destas,muito de perto,há anos e portanto,sei bem do que falo.

Hoje escrevo aqui,em tom de desabafo,como em tantas ocasiões o fiz em papel,só para mim. Porque hoje
fiquei agoniada com a noticia da morte de uma pessoa. Porque seguindo o tal curso natural da existência,essa pessoa supostamente ainda teria muito para dar à vida...e a vida a ela.
E eu não lido bem com injustiças. 

E de facto,perante determinadas coisas,tudo o resto não vale nada.
Posto isto,estou-me a marimbar para o "diz-que-disse",para o euromilhões que nunca sai,para as invejas mesquinhas,para a "tragédia-feita-por-se-ter-perdido-a-tampa-da-caneta",para a "amiga-tão-amiga" que deixou de repente de falar,para a "amiga-da-amiga" que provavelmente por um processo de osmose,deixa de falar também,para o raio que parta  isto tudo que acabei de enumerar,mais outras cenas que tais.

Porque há uma coisa muito fdp,que aparece sem avisar e de repente,tudo o resto...são balelas.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Devagarinho


Como disse Oscar Wilde,"adoro os prazeres simples. São o derradeiro refúgio dos complexos".
Como o entendo. O que é preciso é ver a vida e os seus detalhes...devagarinho.
Para pressas,já me chega o meu trabalho,onde por vezes sinto que tenho de ultrapassar a velocidade da luz. E isso não é bom,nada bom.

Como tal,em tudo o resto,sempre que seja possível,é viver a um ritmo não lento (confesso que lentidão a mais,dá-me cabo dos nervos),mas digamos,harmoniosamente compassado.
Não é fácil,podemos chegar a atingir níveis de autêntico malabarismo ( e as mães saberão bem do que falo),mas há que procurar sintonia naquilo que se faz.
E se não se puder fazer tudo hoje,simplesmente...vai-se fazendo.