quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Não há férias em Agosto







Poderia começar este post,dizendo que os sucessivos dias de praia estão a ser espectaculares,que as horas de sono e descanso encontraram o seu lugar ao sol ,qual prelúdio encantado de férias gozadas.
Não,mesmo.
Por aqui,as férias virão mais tarde,quando fôr definitivamente mais tranquilo ir e circular pela maior parte dos sítios,vulgo,em todos os meses,menos em Agosto.
Temos ido à praia,mas é muita gente.
Temos veraneado por esplanadas e afins,mas é muita gente.
Temos ido ao supermercado,mesmo às supostas horas mais "mortas",mas é muita gente.
E também temos ido trabalhar num sítio onde circula um número exacerbado de gente,principalmente,lá está,nesta altura do ano.
Como tal e esperando de facto por dias mais desafogados,férias não será mesmo a palavra de ordem,por agora.
Temos aproveitado também o tempo para reorganizar a casa,visto que a menina pequenina que cá mora,já não estar tão pequenina assim,já se arrasta,gatinha e chega a todo o lado,portanto,tratemos de eliminar da vista objectos mais perigosos,disposições de móveis pouco amigáveis e tomadas de luz convidativas.
Mas é claro que toda esta intervenção não me chateia absolutamente nada,pois com pretextos bem menores e a troco de nada,eu mudo tudo do sítio...
É altura também de pensar e preparar prazeirosamente o dia do 1º aniversário desta menina,que está quase,quase a chegar (caramba,como é possível já ter passado 1 ano??) e para isso há uma logistica inteira que não pode ser descurada. Porque ela merece o mundo.
Devo acrescentar que,a par desta onda de arrumações/preparações,há sempre tempo para se resgatar cadeiras. Do lixo,claro. Isso é que era bom,ficarem estes dois belos,maciços e antigos exemplares,entregues à intempérie e à frieza absorta de uma lixeira (como tal,deve de ter sido caricato, eu ,rua acima, com uma cadeira debaixo de cada braço).
É Agosto,não há férias e a vida é bela.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

Momentos









A vida é nada mais do que isto : momentos. Uma imensa compilação de momentos,fugazes,marcantes,uns mais do que outros; e pensar que o presente de hoje,é o futuro de "ontem",futuro esse que ainda estaria tão longe...mas tão rapidamente chega,como sai. Sem pedir permissão para sair,sem nos perguntar se não queremos que se demore mais um pouco.
Estou consciente de que desde que sou mãe,aprendi a valorizar ainda mais esses momentos que tenho "nas mãos",porque nenhum minuto deve ser desperdiçado.
Li um dia num livro,sobre alguém que "atravessava a vida com uma rosa na mão". Achei tão bonita esta definição e creio que o "saber viver" reside exactamente neste tipo de conceito,atitude : manter a serenidade (ou tentar alcançá-la), a consciência tranquila e oferecer essa "rosa" despretensiosamente,a nós e aos outros.
Estas fotos resumem o melhor de momentos nossos, passados nos últimos dias:
 * um pequeno almoço demorado,com direito a panquecas
 * visitar um barco com mais de 150 anos de história
 * vê-la a crescer,todos os dias
 * em casa e sempre com música
 * "embriagar-me" de revistas
 * um vestido que fiz para a minha boneca

Porque é a estes momentos,simples,despretensiosos e tão cheios de tudo aquilo que importa,que eu me "agarro" e atravesso a vida.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mar


Ir ver o mar.Vê-lo de vez em quando e sempre,com a mesma fascinação.
Que é que vem dele para assim nos fascinar?
A sua força imensa diante da nossa pequenez.
O seu mistério visível e inquietante porque é o invisível da sua visibilidade.
O irrisório da sua absurda convulsão e o aceno indistinto que vem de trás do horizonte e não sabemos o que é.
O aroma a espaço,uma memória confusa de aventura,o sinal presente da sua infinitude ausente,a dilatação de nós a um poder imenso,um certo conluio com Deus.

  in "Pensar",  Vergílio Ferreira

E como ele o disse tão bem.

domingo, 29 de julho de 2012

Café...e nada mais





Este é o cliché de muita gente,também o meu,mas trata-se de um facto incontestável: o meu dia começa com café.
Quando a manhã ainda brota lentamente e os momentos são lânguidos ( Oh! e como eu os aprecio,de forma igualmente lânguida...!),posso eventualmente aproveitá-los e começar a minha jornada com um chá preto e uma torrada. Mas o ímpeto dado a tudo o resto que me espera,deriva da insubstituível e negra substância. Nada a fazer.
Sim,sou um "bocadinhó-dependente" de café.
Um bocadinho só,porque admito que dependências absolutas,seja do que fôr,não podem nunca trazer bons resultados.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Se eu tivesse mais tempo,não seria a mesma coisa





Tenho andado um bocadinho afastada destas "lides" cibernáuticas,porque na realidade...não há tempo para tudo e é um facto que,este post também se poderia denominar qualquer coisa como "Quem fala a verdade não merece castigo: relógio,vê lá se paras e dás tempo ao tempo".
Mas claro que o relógio não pára nunca e as coisas para fazer são para lá de muitas.
Como tal,aquilo que tem de ser mesmo feito,obviamente que é feito,o que implica que se negligenciam outras coisas,ora por terem um carácter mais secundário,ora por carenciarem de uma capacidade de concentração e dedicação que,lá está, implicam um tempo extra que não tenho.
Mas a questão é ambígua,porque escrever,ler ou criar algo,torna-se para mim tão urgente,quanto ir ao supermercado todas as semanas. Basicamente,começo a "ressacar" o engenho criativo de tal forma,que fico com uma estranha hiper-actividade e só através do "dar largas à imaginação" é que sinto conseguir tranquilizar esse estado de espírito.
Há uma casa para gerir,bebé que é a 1ª prioridade, marido, emprego, relações pessoais que não podem ser descuradas (aqui incluem-se obviamente familiares e amigos), inexistência de empregada doméstica (tive só uma vez,há uns anos,porque na realidade,prefiro sempre ser eu a fazer as coisas. Quanto a passar a ferro,antes prefiro ir encher-me de moscas,mas faço-o... ) e ainda, o querer: deitar-me um bocado no sofá,para continuar a ler o meu livro, ir rodear-me de tecidos e afins,para costurar algo que me saia da imaginação espontaneamente...e por aí!
Não me estou a queixar da minha vida,porque na verdade não a trocaria (bom,quiçá,um ou outro pequeno pormenor),mas o que é indiscutivelmente verdade é que sinto falta do tempo para essas pequeninas coisas,que para mim funcionam como alimento para a alma.
Hoje,neste preciso e exacto momento,consegui despachar tudo o que havia a ser feito e sentei-me finalmente aqui a escrever. Quanto às costuras,vou obrigatoriamente arranjando tempo para as encomendas que me fazem,mas preciso (sim,é mesmo este o termo) de fazer mais,porque na cabeça as ideias não páram e as mãos têm de as colocar em prática.
Posto isto,já comecei a fazer um vestido para a minha menina,que tenciono acabar ainda hoje, nos próximos dias vou começar mais um vestido  Pretty in Scarlet e dar expressão física e material,ao que flui "cá dentro". Porque é assim que tem de ser: sempre a andar,sem tempo a perder.
Mais logo,à noite,tenciono ler,nem que seja mais 9 palavras do livro que ando a ler,até o sono me ditar em definitivo,o cessar do meu dia.
Então,até ao meu próximo post aqui e até lá...um grande bem-haja

sábado, 14 de julho de 2012

Quem não se lembra...?



Um destes dias,enquanto fazia um zapping no rádio do carro,os meus ouvidos deparam-se com isto.
E o que eu gostava disto!
E o quão assídua eu era a ver isto!
E o tão pouco que eu ficava a perceber disto,episódio,atrás de episódio...!
Mas não interessava nada : a música era lindíssima,melodiosamente hipnótica,as personagens enigmáticas,tudo no geral era absorvente e irresistível.
Mas,o seu autor era o David Lynch e está tudo dito.
Cheguei ao final da série sem perceber quem tinha matado a Laura Palmer,sem saber porque raio andava aquele anão a dançar em frente aos espelhos e outras coisas absurdas que por ali proliferavam...
Talvez tivesse agora de fazer um refrescamento à série inteira,para eventualmente poder tirar novas conclusões. Mas tendo em conta que se trata de David Lynch e tendo em conta que inevitavelmente acabo sempre por ver os filmes dele (o Mulholand Drive foi visto e revisto,porque eu quis MESMO perceber o que raio ali se passava),arriscando-me a chegar ao fim e não perceber nada, creio que pouco relevante é o facto de ter visto "Twin Peaks" aos 14 anos.
Lá está,tenho a certeza de que ao rever a série agora, vinte anos depois,as minhas ilações seriam exactamente as mesmas.
E agora,quem souber,faça o favor de dizer quem matou a Laura Palmer...