domingo, 10 de junho de 2012

In a good mood

Que é como quem diz: "Estou e ando mesmo muito bem disposta!"
Esta foi a semana em que regressei ao trabalho e confesso que num misto de ansiedade,estranheza e apreensão (afinal de contas,foi 1 ano e meio longe daquele "mundo"),a experiência revelou-se amplamente divertida. Sim,acima de tudo,divertida. E no final de tudo e de todo este tempo,é bom ver que certas pessoas que por alguma especial razão deixámos entrar nas nossas vidas (umas mais do que outras,é certo),têm toda a legitimidade de fazer parte de nós.
E como lhes agradeço esses risos que me provocam,esses momentos tão bem passados e o tão presentes que estiveram neste tempo que estive ausente. Porque elas,estiveram sempre comigo.Mesmo à distância. 
Mas sabem qual é a melhor parte de ter regressado ao trabalho? É sem dúvida o momento em que regresso a casa e encontro absolutamente tudo aquilo que preciso,principalmente quando vejo uma boquinha pequenina,num largo sorriso,a exibir os seus dois dentitos e muito feliz por me ver.

E porque acordar ainda de madrugada não é tarefa fácil, um grande "bem haja" a quem passa esta música a essas madrugadoras horas,na rádio,porque faz-me cantar,em vez de conduzir,praticamente levito e ,lá está,o dia auspicia-se automáticamente...bom!



sábado, 2 de junho de 2012

Espasmos

Pois é,não vale a pena estar aqui de novo a especificar como é que eu funciono e que tipo de gostos são os meus,senão o melhor seria o blogue chamar-se "Cenas Antigas" e assunto arrumado.
Mas é inevitável. Principalmente quando os "deuses" (que devem estar loucos e querem obviamente pôr-me a mim louca) gentilmente prostram à frente da minha humilde pessoa,artefactos deste calibre.
São espasmos,senhores,são espasmos.
Espasmos quando o senhor da loja me diz que esta meia dúzia de caixas são 5 euros;
Espasmos quando vou a passar e a mesinha de cabeceira,decretada lixo por alguém (mas hoje em dia,com as agências de rating, já quase tudo é assim,não é verdade...?),me pisca o olho e grita-me :"leva-me !". Foi num ápice de segundo que parei o carro (felizmente que o tinha!) e a meti no porta bagagem,tão óbvio como 1+1=2. Ainda por cima,tão "precisada" que eu estava de uma mesa de cabeceira.
E como eu ganho o dia,com estes meus resgates.
Se um dia me virem a fazer isto,não liguem,porque eu sou feliz assim.





quinta-feira, 31 de maio de 2012

E o tempo passou




Desde que houve a certeza de que havia um pequeno Ser a gerar-se cá dentro,seguindo-se uma baixa por gravidez de risco,que por sua vez culmina num bebé lindo e passando pelos meses seguintes de licença + férias não gozadas...passaram-se 18 meses. Um ano e meio passou assim,como se de areia dentro de uma ampulheta se tratasse.
Quis ficar com a minha filha o máximo de tempo que pudesse,porque não há definitivamente dinheiro algum que compense a sua evolução,quase diária. E assim foi.
A Leonor faz amanhã, 9 meses. Nove meses de bochechas coradas, gargalhadas sonoras, cabelos dourados e olhos imensamente azuis.
E como foi bom testemunhá-lo quase ao segundo,ao longo destes 9 meses.
Agora,chegou o momento que sempre esteve tão longe,tão distante...mas que num instante se faz perto : o regresso ao trabalho e à normalidade (ou nem tanto,porque tem dias que o meu trabalho é tudo...menos normal).
Mas o mais importante,é que ela existe.    

sábado, 26 de maio de 2012

Momentos nossos








Nunca me foi francamente difícil lidar com a "solidão",aliás,este é um termo demasiado drástico para aquilo a que me quero concretamente referir..."estar sozinho" creio que será mais adequado.
Não sei se terá sido pelo facto de ser filha única  (e apesar de achar que ter irmãos e uma familia grande é uma animação incomensurável,confesso que fui feliz no meu crescimento como única filha), mas áqueles momentos em que estou sozinha,sempre me referi a eles como..."estou comigo".
E é bom,muito bom sentir esses momentos tão nossos,em que nos circunda o silêncio,ou uma música como pano de fundo,uma vela que arde,um incenso que se consome lentamente,um chá que nos aquece a alma...neste momento da minha vida,obviamente que não haverão momentos melhores,do que aqueles que passo com a minha filha,mas confesso que (e as mamãs que lêem estas minhas palavras,decerto se identificarão com elas) no final de um dia,com a menina a dormir,após mais uma jornada de risos e brincadeiras e eu com o peito cheio de tudo aquilo que o dinheiro não compra...sabe muito bem ter momentos assim... :)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Não há coincidências

Não sei se já alguma vez vos aconteceu,verem um filme e reconciliarem-no com factos da vossa vida.
A mim nunca me tinha acontecido...até ontem.
Por curiosidade e sugestão de uma amiga,vi o "500 days of Summer",sem grandes expectativas de ser uma obra-prima da 7ª arte,mas por vezes é bom ver coisas giras,engraçadas e "levezinhas". Ora,este filme,para além de ser giro e original em termos de realização,fez com que aquela usual nota que surge na ficha técnica ("esta é uma obra de ficção,qualquer semelhança entre esta e a realidade,será mera coincidência") descubra na minha própria realidade,toda a sua razão de existir.
E é tão estranho quando isto acontece! Porque até o raio do livro é o mesmo,com tantos livros no mundo,tinha de ser exactamente este,que será sempre especial para mim. E as palavras,os sentimentos...estão lá todos. No filme e na minha história de vida.
Porque nem sempre aquilo que é,tem de o ser para sempre; porque nem tudo o que prevalece como ideal,é o nosso eterno lema de vida,porque um dia acordamos...e a vida troca-nos as voltas todas.
Não,eu não acredito em coincidências,mas que foi um encontro muito bom rever-me neste filme...isso foi.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Ai as Casas...

Se há coisa com a qual regozijo o meu prazer,é sem dúvida com casas bonitas.
Mas obviamente que os gostos são relativos,subjectivos e o que eu considero bonito,poderá ter uma beleza dúbia aos olhos de terceiros,porque por exemplo,não exalo espasmos entusiásticos ao entrar numa casa moderníssima,toda "xpto-hdy",com decorações igualmente modernas e minimalistas,equipadas com grande tecnologia e haverá muito boa gente que obviamente não achará muita piada aos meus,digamos,ecléticos gostos.
A minha paixão absoluta em termos de "casas" é o antigo,os tectos altos,trabalhados,o soalho em tábua corrida,paredes encobertas de história; decorações criativas, muito "handmade",combinações imprevisíveis,sem haver o cuidado extremo de "não-pisar-nem-sentar-ali-e-acolá-para-não-estragar"...porque as casas são para serem vividas e desfrutadas.
Por vezes,esbarro no caminho com casas que eu sei que,de certeza,são assim por dentro.Mesmo que estejam quase a cair de podres por fora (é uma pena deixar-se ao abandono e desmazelo tantos edificios bonitos) .
E caso sejam habitadas,como me apetece ter o atrevimento de bater à porta e perguntar se posso dar uma espreitadela e quiçá tirar umas fotos..!
Tal como fez o José Cabral,com o seu "Alfaiate Lisboeta",a fotografar indumentárias e estilos giros,eu seria o mesmo,mas...com casas.
Lembro-me que quando era miúda e já adolescente,a minha ambição não era,ao contrário da maioria (senão,totalidade mesmo) da gente da minha idade,tirar a carta de condução. Era sim ter a casa que fosse o reflexo da minha personalidade,do meu gosto,da minha descontração e à qual eu chamasse "minha".
E que alegria foi quando isso aconteceu! Na altura (há 12 anos atrás) nem sequer se pensava em alugar,era comprar e pronto (pois,os bancos eram uns mãos-largas nessa áurea época).
Depois,eu com as casas da minha vida (podia fazer um registo com este título,era bonito) agi sempre,tal como regra geral o faço com tudo o resto : sem dúvidas e sem ser preciso tempo para pensar na questão; mal a porta se abre,eu penso "pronto,está tudo dito" e será essa,"a tal". E nunca me arrependi das escolhas que fiz,porque eu acredito que a dado momento é assim, dessa forma que as coisas fazem sentido (mesmo que mais tarde e com o tempo,tais escolhas percam todo o seu fundamento,mas isso já são outras histórias...).
E é assim que eu serei sempre,disso também não tenho dúvidas.
"Home is where the heart is"- sempre gostei desta frase,porque é isso que se deve sentir,ter o coração e o principal da vida...dentro de casa. E basta-me isso para ser feliz.






sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dos livros bonitos e da vida,que é única na sua essência



Adoro livros.Desde que me conheço. E sempre que pego num livro pela primeira vez,tenho um ritual praticamente inconsciente: cheiro-os.Não me perguntem porquê,mas é absolutamente instintivo e quando dou por mim,já estou a inebriar-me com o seu cheiro.
Tenho uma colecção de livros em casa da qual me orgulho,colecção essa que não cessa o seu crescimento,por vezes o mais problemático é,enfim,arranjar tempo para me sentar (ou deitar) e prazeirosamente divagar por entre as suas histórias e imagens.
Mas há livros que merecem especial destaque. É o caso deste último que comprei,da Victoria Alexander, "One- Living as one and loving it".
Para além de ser gráficamente,sem dúvida alguma,o livro mais bonito que eu já vi, trata-se de uma autêntica celebração à dádiva única que é a Vida.
Repleto de fotografias lindíssimas sobre pessoas,viagens,arquitectura,culturas,tal como diz a autora: "My photographs are from everywhere,all over,and mixed up to remind you and me,that we are all one.Wherever we're from.Wherever we may going". 

E por entre as suas extraordinariamente belas páginas,há envelopes com recados lá dentro,colagens,lembretes...
Este livro é daqueles objectos que,se numa emergência eu tivesse de sair de casa a correr e só pudesse levar meia dúzia de coisas,ele estaria sem sombra de dúvida dentro dessa meia dúzia.
Belo e único,tal como a singularidade e beleza daquilo que evoca,nestas tantas páginas de sonho...