quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Quando no final,tudo vale a pena


Porque há dias em que acordamos com a "telha" e tentamos combater esse estado de espírito com todos os escudos,armas e subterfúgios,ao longo de todo o dia,
Porque a vida não pára e consequentemente,a par de momentos muito bons,há sempre problemas,chatices e aborrecimentos (alguns deles evitáveis,é certo,mas também certo é que tal evitabilidade me ultrapassa) e tenta-se sempre sempre maneira de "dar a volta por cima",
Porque há noites mais mal dormidas do que outras e o estado de irritabilidade e de concentração persistem em tomar conta de nós...mas nós tentamos que a boa disposição impere,
Porque tantas vezes se chega ao final de um dia,espreme-se tudo aquilo que tinhamos em mente fazer...e o sumo que jorra de trabalho feito é escasso,mas como diria a Scarlet O'Hara no final do "E tudo o vento levou" : "...after all,tomorrow it's another day".

E no fim de cada um destes dias e de todos os outros em que tudo corre melhor,é olhar simplesmente para a minha filha e a conclusão é única,básica,indiscutívelmente coerente:
Valeu tudo a pena.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Chão



É oficial e assumo-o: tenho uma certa "pancada" pelo chão que piso,particularmente se se trata do chão do espaço no qual habito.
Há 1 ano atrás,como se impunha a mudança de casa,visto a família ir aumentar,a busca da dita não foi fácil,pois a par do requisito "casa maior",vinha atrelado o requisito "chão bonito".
Não foi fácil,mas diria que a nossa casa veio praticamente ao nosso encontro,no dia certo...porque não poderia ter sido noutro dia e no tempo certo.
Mas enquanto tal não aconteceu,vi casas em que mal punha um pé lá dentro,não era preciso ver mais nada,porque pura e simplesmente o chão das mesmas expelia-me dali para fora...!
Não sei explicar,é algo quase visceral. É como o lambrim de azulejos nas paredes,que não me deixa ver mais nada,nem sequer "deglutir" um eventual espaço cheio de potencial. Nada. Isso então é para esquecer.
Por outro lado,posso entrar numa casa a precisar de grandes recursos,à qual ninguém dá um chavo,mas...pode ter um maravilhoso chão antigo e lá está,apaixono-me perdidamente.
Também não ligo nada a casas de arquitectura moderna,cheias de extras,às quais só falta "tirar bicas".
Como tal,quando há 1 ano atrás se abriu a porta daquela que viria a ser a nossa casa,só foi preciso de facto colocar um pé neste chão para saber que esta...era a "tal".

sábado, 7 de janeiro de 2012

E Deus Criou a Mulher



Não vou entrar por fundamentalismos religiosos,sexistas,feministas,mas que foi uma ideia tremenda e uma belíssima criação,ai isso foi.
Deus,vou relembrar-Te mais uma vez que em futuras encarnações pretendo voltar a ser uma mulher,mesmo com todos os contras que isso possa acarretar.
É que os "prós",são mais que muitos.
E mais não digo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Dádiva

Não há absolutamente nada mais sublime,do que a vida,a nossa maior dádiva : da vida que é nossa e da vida que concebemos.
Não há momentos mais ternos e plenos,do que aqueles em que carrego no colo a vida que concebi "cá dentro" durante meses,a vida pequenina,mas já tão tremendamente imensa,que enche e completa a minha
própria vida.
São indissociáveis estas duas vidas : a minha e a dela.
E é nos seus pequenos grandes sorrisos que eu faço o culminar grandioso da minha existência.
E também não é por acaso que,para "a" tranquilizar,desde cedo lhe comecei a cantarolar a melodia desta canção,porque afinal,
* A vida é Bela.   


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Keep Wishing and Carry On

Eu tenho sempre, um peculiar sentimento nesta específica altura do ano,ou seja, "o pós-Natal" e o "pré-fim do ano". Antes do Natal, a pessoa anda distraída com pensamentos e imagens de luzinhas aos molhos, lista de prendas a oferecer, preparativos e afins; ora,quando esta fase dá lugar ao "dia seguinte" ao Natal, instala-se em mim uma sensação deveras estranha em relação ao novo ano...não sei,qualquer coisa entre o apreensivo e "aquilo-que-as-pessoas na sua maioria-sentem-em relação-às-2ªs feiras".
É. É mesmo este o sentimento.
Não me tomem por pessimista,não se trata disso,mas acho que tem tudo a ver com a questão do "recomeçar",do..."here we go again" e embora eu, tal como muito provavelmente a maioria das pessoas, agarre afincadamente nas 12 passas e vislumbre mentalmente os meus sinceros desejos, não consigo estabelecer uma fronteira concreta e definida entre a minha vida no dia 31 de Dezembro e o dia 1 de Janeiro,nem "vestir-me" do conceito "ano novo,vida nova" e encorpar uma imensidão de sonhos e resoluções.
Isto porque quando eu acho que tenho de definir resoluções na minha vida, faço-o sendo Janeiro ou Outubro; porque os "tais" desejos das passas,são continuamente os mesmos e que passam pelo mais importante da vida,aos quais o dinheiro não acede; porque os problemas e as preocupações não se eclipsam de imediato,ao entrar no novo ano,qual passe de magia... 
Agora já dou uma menor atenção á festa da passagem do ano, mas recordo-me perfeitamente da euforia que tal "acontecimento" trazia ás minhas festividades adolescentes...mas afinal,a quem é que não trouxe..? Festarolas á parte, o "tal" sentimento em relação ao inicio do ano,permaneceu sempre.
Mas sim, acreditem sempre que vão conseguir,que vão mudar algo com o qual não estão bem, que irão mais longe,que os sonhos existem para serem realizados, que as metas definem-se para serem atingidas : eu própria conservei sempre o sonho e a motivação dentro de mim,mas a questão é...fazê-lo sempre,como se de uma atitude de vida se tratasse e não de uma mera resolução de ano novo.
"Keep Wishing...and Carry On"**** Um Feliz 2012...!      

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O essencial também é visível

Não quero contrariar o Saint Éxupery,concordo quando no intemporal "Principezinho" é referido que "o essencial é invisível aos olhos". É,sem dúvida. Mas...sim,há quase sempre um "mas"... 
...é principalmente após ter o privilégio de guardar cá dentro momentos visíveis,como os destes últimos dias,que tenho inevitávelmente de dar a mão à palmatória,no que respeita à ambiguidade do "essencial",que abarca de forma tão forte e sublime o "visível"...
Trata-se de união,de partilha,de risos,de lágrimas,de saudade,de mesas cheias,de serões à lareira e de VER o quanto é bom existir uma "mão cheia" de tudo aquilo que é de facto importante na vida ; é VER o sorriso da minha filha,diariamente,que é absolutamente essencial aos meus olhos ; é sorver com os olhos,cenários magníficos,da mais pura beleza natural e pensar que é sempre um privilégio,para mim, poder usufruir, com o meu simples olhar...de tudo isto.
O essencial...? é poder ver o que é de facto essencial...seja este visível aos olhos,ou à alma .



domingo, 11 de dezembro de 2011

Da tranquilidade "destes" dias...

Torna-se inevitável pensar no quanto vou sentir falta destes dias.
Entenda-se por "estes",os dias em que assisto de forma privilegiada,ao crescimento da minha filha,dias repletos de momentos ímpares,em que sou EU a detentora do meu próprio tempo e NÃO os parâmetros/regras ditados quase à risca,pela minha profissão.
Gosto de escalonar eu mesma as minhas tarefas,organizar tudo em função das suas prioridades e sentir,no final de cada dia,a gratificação pessoal.
"Estes",são dias em que um domingo é verdadeiramente um domingo e um dia de Natal é (ou vai ser) saboreado tranquilamente,sem a ansiedade de saber que vai ser mais um dia de trabalho,semelhante a tantos outros.
Dias em que, embora sabendo que há uma grande responsabilidade de vida,que é cuidar da minha filha da forma mais exímia possível ( e nisto eu sou mesmo muito exigente comigo mesma), é com leveza e sempre com um sorriso que o faço - nunca o peso da responsabilidade foi tão agradável e fácil de "carregar".
E é por causa deste tipo dias, particularmente especiais, que activei já há muitos anos,um mecanismo interno,ao qual denominei de "congelamento de momentos". Já não posso precisar,mas creio que isto remonta á minha infância,tal "activação"...!
O que é certo,é que graças a isto,tenho bem presente na memória momentos muito bons da minha vida,em que os pormenores (pelo menos os mais importantes) foram absolutamente congelados,numa tentativa de os ter sempre "frescos" na lembrança. Não há segredo nenhum neste processo,nem habilidades do "outro mundo"...tudo se resume a focar-me no essencial,a sorver de forma desmesurada, absolutamente CADA minuto e a valorizar apenas isso,libertando a mente de tudo o resto que a habita.
E agora,se me permitem,vou deixar de escrever aqui por hoje e escrever ali,no caderno de momentos mágicos,que dediquei á minha filha e que eu tenho a certeza que ela um dia vai adorar,os momentos "congelados" pela mãe...para mais tarde recordar.