quarta-feira, 25 de junho de 2014

objectos de desejo

Dois livros que eu inconscientemente há muito esperava e mais uma vez se concretiza a velha máxima de que quando menos se espera, as coisas (boas) acontecem.



 Jane & Serge- a family album  
Serge Gainsbourg era longe de ser um homem bonito, mas foi inegavelmente uma espécie
de génio, que como todos os génios, planava no limiar da loucura e da proeza.
Com Jane Birkin, formou um dos casais com mais estilo ( com o seu devido grau de loucura, claro )
de sempre.


Sharon Tate: Recollection
há pessoas que podem ter existido e deixado de existir há muito tempo, que independentemente da distância temporal, mal tropecei o meu saber na sua existência, apaixonei-me de imediato por elas, sem meios termos (aliás, como tudo aquilo por que/quem me apaixono).
A Sharon Tate pertence a esse rol, cuja vida culminou tragicamente num dos crimes mais bárbaros que existiu, em prol de uma loucura absolutamente desmedida, insana, cruel.

E agora tenho estas duas pérolas a caminho das minhas mãos, ao vivo,a cores e a preto e branco.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Catarse


a escrita é definitivamente uma cura, uma terapia, o remédio indispensável.
que nunca me falte a vontade, porque caso tal aconteça, eu já não serei eu, mas outra coisa qualquer.
escrever é falarmos de nós para nós, com a eventualidade de ao mesmo tempo o darmos a conhecer aos outros. Ou não.
é passear lado a lado com a nossa wild side e experimentarmos sensações limite, fora dos limites da nossa cabeça.
é poder dar vida ao e se  
é o manifesto da anti resignação
é voar sem asas
é o colírio aos olhos da alma
.
.
.
é o melhor antídoto para o lado mais negro da vida.
e quem escreve, definitivamente existe.

      
          Prometo Falhar, Pedro Chagas Freitas

segunda-feira, 23 de junho de 2014

a qualidade do tempo ou tempo com qualidade

Tenho uma certa inveja dos workahollics. Ou portuguêsmente falando, daquelas pessoas viciadas em trabalho. No trabalho que têm de fazer todos os dias. E que adoram.
Daquelas pessoas que não são comidas pelo stress dos minutos que têm impreterívelmente de ser contados ao segundo. Ou se são, não se importam com isso.
Confesso que para equilíbrio da minha própria sanidade mental, tenho de habitar num plano paralelo e utópico, que metafóricamente vejo como a montanha que eu tenho que escalar: todos temos que ter um objectivo de vida quando nos levantamos da cama, e o meu é este.
Para quem é sugado por esse tal stress, que é o meu caso, acho que só ambiciona atingir a esfera da quietude, num plano quase transcendente, onde os relógios não são necessários e eu não precisarei de contar os minutos para nada.
Quietude, silêncio, tempo para o que / quem é realmente importante na minha vida, ser inundada de muitas palavras,sim, mas as escritas, que tanta falta me fazem todos os dias.
Ter tempo para estar mais tempo com a minha filha e vê-la a crescer lânguidamente, sem me chocar de repente com o facto do quão crescida que ela está.
Ter tempo para pôr o meu equipamento de alpinista ás costas, que é como quem diz, a minha toda parafernália de sonhos, planos e ideias e fazer-me à montanha, cujo cume está , à minha espera.
E eu acordo de novo amanhã, com os meus pés e cabeça assentes, no objectivo de o fazer.

  

quinta-feira, 12 de junho de 2014

relatos quotidianos

Por aqui, a pouco e pouco, as coisas vão tomando o seu lugar e o ritmo,embora haja a permanente luta pela conquista do tão precioso tempo, vai adquirindo uma cadência mais tranquila.
E assim, num repente, já estamos a meio do ano, ano este que parece ainda há 2 dias ter começado.
Gosto de Junho, que para mim (e já há muitos anos) irá ter sempre um sabor de agradáveis memórias,para além do sol, do calor e das inerentes festividades.
Temos acordado literalmente banhados pelo sol. Esta casa tem tanta luz,que creio ser possível bronzear-me cá dentro. E uma boa energia tremenda.





Hoje tive a primeira visita do carteiro:


chamam-lhe "revista". Pois eu chamo-lhe uma obra de arte.






a partir de agora não vou perder um único número, o conteúdo é belíssimo e o papel é de extrema qualidade. Apaixonei-me. Para além de ter bons conselhos para a vida.
Portanto, se isto não é começar bem o dia, mais nada o é.

terça-feira, 3 de junho de 2014

depois da tempestade

...dizem que chega a bonança.
Viver cansa um bocadinho, ando para lá de exausta. Até à exaustão do seu significado mais profundo.
Mas creio que quando se alberga a alma na esperança de que amanhã será sempre um novo dia, (Scarlet O'Hara dixit) , as coisas têm de ser vistas como elas são e a paciência não tem outro remédio, senão existir,resistir e persistir. Oh se tem.
Portanto, a partir do momento que a roupa está no seu sítio, a chaleira está ao lume para preparar o chá, os gatos dormem tranquilamente, a menina rodopia descalça ao som deste som maravilhoso,

 
e eu finalmente me sento em frente ao computador a escrever, acho que já é mais do que meio caminho andado para dar repouso a mim,que já mereço.
E lá fora o céu está azul, o sol brilha, o rio em frente e os pássaros cantam.
Afinal,tudo está bem,quando acaba bem.