sábado, 30 de novembro de 2013

velha e louca

Constatação mais do que óbvia: estou a ficar velha.
Constatação cada vez mais recorrente: creio estar a ficar louca.
Ou se trata de uma espécie de esquizofrenia, ou de síndrome alienígena, ou de gestos obsessivos-compulsivos, ou de alzheimer precoce.
Ou então será da hora madrugadora a que acordo, de todo o trabalho que tenho sempre pela frente, do trânsito que me mói o juízo, das pessoas que encontro ainda mais loucas do que eu e de acabar os meus dias a necessitar de uma recauchutagem completa.
Talvez.
Enquanto isso,haja saúde e boa disposição. That's what rules!




terça-feira, 19 de novembro de 2013

always look to the pratical side of life

Eu sou aquela pessoa que não se queixa do frio. É verdade. Queixo-me muito mais de um dia com temperaturas acima dos 35 graus,do que daqueles que rondam os 10 graus.
E agora estão a acontecer esses dias,cheios de sol, mas frios. Adoro.
Seja como fôr, é óbvio que este frio não é convidado a entrar dentro de casa e por isso fiz um chouriço para a porta de entrada : rápido,económico,eficaz e bonito. Assunto resolvido.



As cadeiras também têm as suas almofadas,por uma razão específica: o people felino cá de casa adora passar horas aconchegado em cima delas. Não me custa nada fazer-lhes a vontade e torná-la (a vontade) ainda mais confortável.


last but not the least: a lua tem estado maravilhosa e para ampliar ainda mais o espectáculo que é uma lua cheia,há que ter o telescópio à mão,que é como quem diz, pertinho da janela.



Mesmo no meu sentido prático de ver as coisas, tem de existir sempre algum deleite. 
   



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

as caras de poucos amigos


 Sempre que o tempo me permite, vagueio demoradamente pelo mundo cibernáutico e lá está, como o tempo não é coisa que abunda aqui para os meus lados,faço sempre uma triagem daquilo que me interessa ver,tal como dos minutos que dispenso para isso. 
Um dos meus interesses vai para a leitura/visualização de certos blogues,que por sua vez me conduzem a outros blogues e pontos de interesse. Em muitos deles surge a divulgação,em forma de desabafo, de comentários que foram feitos (públicos ou não) pelo facto de tais blogues mostrarem tão somente o lado cor-de-rosa da vida, famílias perfeitas,casas idílicas, lugares de sonho, receitas que correm deliciosamente bem e fotografias fantásticas,o que conduz consequentemente a uma distorção da realidade e á susceptibilidade de despertar avidamente o mecanismo da inveja.
Ora bem,o que eu vou dizer a seguir,não é nada de novo,nada de substancial,mas é a verdade tal como ela é:
se eu quiser ver uma galeria de desalento,o lado mais negro da vida,familias devastadas e lugares que roçam o epíteto de inferno na terra,basta-me para isso dedicar-me á leitura/visualização exclusiva de determinados jornais e cadeias noticiosas,onde se fôr preciso,vão ao local do crime e sensacionalizam o ocorrido com o cadáver ali ao lado. Eu sei que isto existe,mas também preciso de saber que há o outro prato da balança,porque é de todas estas ambiguidades que o Ser Humano se constrói ( e infelizmente,por vezes se destrói), aprende e regenera.
Enquanto seres livres,temos a liberdade de opção. E eu opto por me manter informada sem cair em excentricidades sensacionalistas,a par da opção de adorar ver,ler e saber de coisas boas e bonitas.
Mesmo que sejam coisas fantásticas inerentes a outras pessoas e não a mim.
Mesmo que seja alguém a partilhar a casa perfeita,no sítio maravihoso onde eu sonhasse viver.
Mesmo que sejam as receitas prodigiosas que eu adoraria fazer,mas para as quais não tenho jeito nenhum.
Mesmo que tenha sido a ideia absolutamente engenhosa que alguém teve e não eu.
A minha alma também se alimenta destas coisas boas. Boas para esses outros que as partilham, e que não passam de mera informação para mim. Mas que eu adoro e o meu muito obrigada por o fazerem,pois não me satisfaço com os dissabores alheios.
A inveja existe,em quase todos os componentes:  seja pelo emprego que se tem, pela familia que se tem, pela roupa que se veste, pela casa onde se vive, por infinitamente outros aspectos,porque o assunto é,infelizmente, vasto. E aparentemente,já nem os blogues escapam.
A essas pessoas dominadas e engolidas por tal espécie de sentimento,só me ocorre dizer: get a life.      

                                            

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

daquilo que nunca me farto

imagem retirada da net.
  
um dos ingredientes fundamentais da minha vida, são os livros.
É como se sentisse que ao fazer-me acompanhar de um livro, nunca estarei sozinha. Por isso é que, lá está, nunca o estou: há sempre um livro comigo.
Das melhores companhias e das melhores prendas para se dar e receber.
É um prazer, uma abstracção, uma fuga, uma viagem, um vício.
A última aquisição foi este do Afonso Cruz, com uma critica esmagadoramente positiva e cuja sinopse estapafurdiamente sedutora, me conquistou.
Estou desejosa por o começar e mergulhar de cabeça nesta história. Mas antes tenho de terminar as 684 páginas que ainda agora comecei a ler...é caso para dizer que adoro viver no mundo das palavras escritas...sem ponto final.




  

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O desejo e as fugas

Aproveitando a maré dos momentos especiais,nada como rumar ao campo,onde o silêncio e a quietude contrastam com a parafernália dos dias comuns.
Precisávamos disso,como de alimento para a boca.
Nestes sítios sinto-me inteiramente capaz de esquecer de forma autêntica o que é a pressão, o stress,os dias esgotantes e freneticamente agitados,dias esses em que somos literalmente engolidos pelos afazeres da vida quotidiana e o sumo essencial que se tira no final,é muito muito pouco.
Não é suposto viver-se constantemente atolado em trabalho,na pasmaceira de lugares-comuns e no "fazer-contas-á-vida".
A vida não está fácil,o dinheiro "encolhe" cada vez mais, a consternação na cara das pessoas cresce a olhos vistos e parecemos impregnar-nos de uma absoluta resignação e placidez dos dias.
Eu não fujo a isto,porque isto infelizmente é inevitável. Uns dias mais do que outros.
Por isso, ás vezes é preciso dizer um grande "que se lixe!" e dar asas ao desejo. Viver. Acima de tudo, Viver,como deve de ser.
Quando assim é,vamos lá dar um passeio e poisar a vista em sítios novos e bonitos, rodear-mo-nos do som que os ouvidos merecem e alimentar a alma...!
E no seguimento disto,porque a vida não é só pagar contas e trabalhar para as poder pagar,há que nos sabermos mimar com aquele objecto de desejo que já há algum tempo habita no nosso subconsciente.
No meu caso em particular,as lojas virtuais que encontro,tornam-se mais perigosas do que as lojas físicas (para as quais confesso ter cada vez menos paciência). O amazon e o etsy estão no topo da lista, "passeio" por lá várias vezes, o carrinho de compras vai sendo carregado e uma vez por outra,dou-me uma prenda,porque mereço. E não começo a fazer contas,porque o peso na consciência é algo que não me assiste - ando sempre com ela, a consciência, tranquilíssima.
Isto tudo para concluir que há momentos em que temos mesmo de "fugir" e soltar o desejo que há em nós.








Visita a Monsanto; passear onde o chão é verde; um livro sobre uma paixão que tenho: caravanas (e se tiverem um toque vintage,ainda melhor..!); uma mochila (andava há um bom tempo á procura de uma que me enchesse as medidas) handmade encontrada numa loja maravilhosa no etsy.