terça-feira, 30 de outubro de 2012

Manhã de aniversário

 
 
 
Eu poderia começar por mais uma vez, fazer uma pequena dissertação sobre a forma como o tempo corre apressadamente,sem nos perguntar se na realidade queremos que assim seja e que 36 anos se passam assim mesmo: num instante aqui cheguei.

Mas não vale a pena entrar em pormenores desse tipo,nem que não me sinto de forma alguma com trinta-e-seis anos,porque sou mesmo uma miúda (mas uma miúda que sabe muito bem o que quer e o que não quer).
Nesta manhã de aniversário,resta-me deixar aqui registado o facto de que esta minha data de 30 de Outubro ter sido sempre um dia feliz para  mim e para os que me estão próximos: os meus pais desde cedo fizeram a questão de que assim fosse e eu deliberadamente prorroguei esse festejo e estado de espírito ao longo da minha vida. Hoje em dia e de há uns anos para cá,o meu aniversário nunca se limitou unicamente a um dia singular,mas sim a uma espécie de "época" alegre,que se inicia na véspera,à noite,com uma descontraída e cúmplice reunião de raparigas: meia dúzia de amigas que se juntam em minha casa,prontas para umas boas horas de riso e confidências.Ontem à noite não foi excepção.
Hoje vai ser mais familiar,intimista de igual forma,mas garantidamente cheio de bons momentos,já que as pessoas que realmente estão "cá dentro",não nos desiludem...porque nós também estamos por inteiro "dentro delas",para o que der e vier.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Quietude

 
Como eu gosto do sossego. Nunca fui dada a confusões e multidões com os seus sonantes alaridos,nem vê-las. Para isso já me basta o meu trabalho e quanto a isso,nada posso fazer.
Por isso,opto sempre que possível,pelo sossego.
Creio que as únicas excepções que fiz relativamente a isso ao longo da vida,foram os concertos e festivais de música nos quais,deliberadamente e com muito agrado me "inseria"...! E aí,tentava ignorar o facto de olhar em volta e ser uma cabeça de alfinete,no meio de tantas outras e relativizava a minha surdez no final de cada concerto.
Claro que quando se corre por gosto,o cansaço é outro...
Aproveito também esta calma que me agrada,para aninhar-me no sofá,com um livro. Agora comecei muito entusiasmada a ler este, cuja história me deixou curiosa,para além da mesma ser intercalada com autênticas fotografias vintage.

E este preciso momento,"congelo-o" através das palavras,porque é digno disso e traduz exactamente a sensação do que escrevo : sossego. A chuva cai lá fora e dentro de casa a atmosfera é serena.
Certamente,uma das mais perfeitas atmosferas que existe,a meu ver.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lar






 
 
Esta casa é uma paródia.
 
Dois adultos (quase) sempre na palhaçada,uma menina com pouco mais de 1 ano que alinha e desafia em tudo o que seja uma brincadeira, duas cadelas malucas que se amam incondicionalmente (é verdade,amor puro e despretencioso),1 gato gorducho que está entre o "ursinho Teddy Bear" e um eunuco, 1 gata de raça "bosque da noruega" que tem um nome pomposo,a condizer com a sua personalidade sensível e coquete, e uma outra gata,que tem espírito de fedelha irresistível,ternurenta e descaradamente transgressora.
Tudo se conjuga e até os animais,qual fábula de La Fontaine,adquirem voz e pensamento, nesta casa.

"Cá dentro",vive-se aquilo que se ama e amamos aquilo que vivemos.
Quando deixarmos de ser assim,é porque há algo que está muito errado.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Seremos Heróis


Esta não é só uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos. Tenho para mim que será basicamente uma provável e merecida banda sonora de todos os cidadãos,deste país à beira mar plantado,vulgo "Portugal","nação valente e imortal".
Se chegarmos ilesos e com um razoável nível de sanidade mental,ao fim (qual luz ao fundo do túnel,que para pessoas anti-pessimismo,como eu,é sempre a meta a considerar) desta "troiko-epopeia",seremos sem rodeios e sem falsas modéstias,autênticos heróis. A questão que agora se prende,é se continuarão "por cá" muitos,para mais tarde contar a história da sua (sobre)vivência.
Arre. Tempos ásperos estes,em que tudo parece em constante mutação...para pior.
Não resta mesmo mais nada senão agarrarmo-nos àquilo que ainda temos de bom: uma família,uma casa onde regressar todos os dias,um trabalho e a tal luz ao fundo do túnel,que por si só,constitui sem dúvida um alicerce essencial.
E vamos embora,que a vida não espera.

Cá por casa,felizmente,vai-se mantendo a tradição das coisas boas e como tal,começou já a contagem decrescente para o cumprir de mais uma. Porque agora vem o tempo de falar em festa,já que de crise,temos os ouvidos,a cabeça e todos os poros cheios.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Coisas boas,menos boas e "assim-assim"




Não dá de facto para se ser espectador da própria vida (e muito menos da vida dos outros,já que voyeurismos e "Casas dos Segredos" não são a minha praia...),pois tudo acontece e ao mesmo tempo...!
Num curto espaço de tempo,esta pequerrucha que por cá habita aprumou afincadamente a destreza da arte de gatinhar,descobriu a 9ª maravilha do mundo que é o papel higiénico e...enfim,nem tenho palavras! Tive também de me ocupar de uma tarefa especial,em relação à minha casa,que embora agradável,foi trabalhosa; a mesma dita pequerrucha ficou constipada,com sérios problemas para dormir o que fez com que a sua mamã fosse trabalhar e aturar o mundo,com apenas 2 horas de sono dormidas (bebé doente = papás zombies); por incrivel que pareça,no meio disto tudo ainda consegui encontrar tempo (uau!!) para fazer a 1ª mala de inverno deste ano,para continuar a ler o meu livro e para me sentar uns momentos ao computador e descobrir coisas giras que vou adicionando à minha wishlist.
Uma dessas coisas giras que encontrei, foi este som delicioso feito por duas irmãs suecas,numa onda muito cool,muito hippie,muito folk


Tal como eu já escrevi há pouco tempo por aqui,isto tem de ser tudo devagarinho. Muito devagarinho...